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NOVO CAPÍTULO: Julgamento de Kátia Vargas é adiado a pedido da defesa; Acusação se diz surpresa

NOVO CAPÍTULO: Julgamento de Kátia Vargas é adiado a pedido da defesa; Acusação se diz surpresa

Por Da redação.

NOVO CAPÍTULO: Julgamento de Kátia Vargas é adiado a pedido da defesa; Acusação se diz surpresareprodução/TV Aratu

O julgamento da médica oftalmologista Kátia Vargas, acusada pelo assassinato de dois irmãos ocorrido em 2013, foi adiado para o dia 5 de dezembro, às 8h. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na tarde desta terça-feira (3/10). O júri popular estava marcado para acontecer no dia 7 de novembro.

De acordo com o TJ, a audiência foi remarcada a pedido do advogado de Kátia. Ele alegou que vai participar de um julgamento que será realizado pela Corte Federal de Justiça Americana, em Nova Iorque, no dia 6 de novembro.

A  titular do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Gelzi Maria Almeida Souza, acatou o pedido por considerar imprescindível a presença do advogado em ambos os julgamentos, “para garantir a ampla defesa, considerando que ambos os casos apresentam contornos indiscutíveis de complexidade”.

Ao Aratu Online, o advogado das vítimas, Daniel Keller, se mostrou surpreso com a decisão da juíza e disse que ainda não foi notificado sobre a remarcação. A audiência será realizada no Fórum Ruy Barbosa.

LEIA MAIS: REUNIÃO DE PAUTA: A dois meses do julgamento de Kátia Vargas, programa esclarece dúvidas sobre júri

O CASO

Em 2013, Kátia foi acusada de ter provocado a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Araújo após um desentendimento no trânsito, no bairro de Ondina. A médica ficou por 58 dias no Presídio Feminino, no Complexo Penitenciário da Mata Escura, quando foi solta após a expedição de alvará assinado pelo juiz Moacyr Pitta Lima.

O perito contratado por Kátia, Ricardo Molina, foi condenado no final de agosto por calúnia. Ele alegou que a delegada responsáveis pelo caso tentaram incriminar a médica.

Ele chegou a declarar, durante entrevista a uma rádio local, que Acácia Nunes alterou a data do depoimento de uma testemunha do inquérito que, segundo ele, não teria sido ouvida no dia do crime, mas dias depois, quando já teria tido acesso a depoimento de familiares e à cobertura da imprensa sobre o fato.

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