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NO EPISÓDIO DE HOJE: Temer ficou! O que esperar agora? Especialistas respondem

NO EPISÓDIO DE HOJE: Temer ficou! O que esperar agora? Especialistas respondem

NO EPISÓDIO DE HOJE: Temer ficou! O que esperar agora? Especialistas respondemReprodução

O governo “caiu em desgraça”. Esta é a opinião do professor em comunicação e doutor em filosofia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Wilson Gomes. “Não há mais condições políticas para continuar. Essas coisas são graves demais para serem esquecidas”, analisou  o acadêmico, em entrevista ao Aratu Online, momentos após o pronunciamento público do presidente Michel Temer (PMDB), no qual o mesmo enfatizou que não renunciará do poder.

De acordo com Gomes, ainda há muita especulação sobre a denúncia feita contra o presidente. “O que move todo mundo a partir deste momento é ‘até quando se sustentará Temer?’. Vai ser alguém forçado a desistir politicamente, como aconteceu com Dilma? Será alguém como o Cunha, que se agarrou ao cargo e foi tirado praticamente à força? Essas são as dúvidas”, opina. O professor pontua que a situação política só deve melhorar caso haja uma grande reviravolta nesse novo cenário.

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Sobre as reações dos brasileiros nas redes sociais após a divulgação da denúncia do empresário Joesley Batista contra o presidente Michel Temer, Gomes compara à uma partida de futebol. “Há uma intensificação enorme. São como torcedores em uma partida de futebol importante: os que acham que ganharam estão mais felizes e atacando e os que acham que perderam se defendem ou saem de cena”, compara.

SEM CONDIÇÕES

O professor da Faculdade de Educação da Ufba, Nelson Pretto, acredita que a solução do país são as “Diretas já”. “Cada vez mais estão percebendo o quanto nos últimos anos faltaram as pressões necessárias. Não existe governo sem população atenta e organizada pressionando. Agora nós vamos ter condições de, em uma eleição direta, ter candidatos que representem, na prática, as demandas da população”, explica.

Em conversa com o Aratu Online, Pretto chamou atenção para a área da educação e comentou as reformas propostas pelo governo Temer. “A equipe do PMDB tomou conta da pasta. Houve, então, uma sucessão de golpes e nós sofremos o último, porque desmontaram o fórum nacional de educação, ou seja, tiraram a representação docente”.

De acordo com o professor, da última quarta-feira em diante — quando Joesley denunciou o presidente e o senador afastado Aécio Neves — é o momento dos brasileiros pensarem muito mais na retomada da “luta pelas diretas já”. “Esse não é um momento único e exclusivo do Brasil. O mundo vive um período de turbulência muito forte e, para mim, o que vejo crescer é a intolerância em dimensões muito significativas para o futuro do planeta”.

Pretto caracterizou os 365 dias de Temer na presidência como “ilegitimo” e disse que vê o atual cenário político com um “misto de tristeza e alegria”. ” Tristeza por ter que viver isso e alegria porque agora estamos visualizando aquilo que nós já falávamos há muito tempo. Sempre que eu vejo muita tranquilidade, sinto medo, porque não é bom. É importante sempre termos esse nível de tensão e fiscalização”.

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