MUITO BARULHO POR NADA: Por som alto, Prefeitura arrecada em média mais de R$ 2 milhões em Salvador
MUITO BARULHO POR NADA: Por som alto, Prefeitura arrecada em média mais de R$ 2 milhões em Salvador
A poluição sonora que tanto incomoda os soteropolitanos já rendeu, em média, algo em torno de R$ 2,5 milhões aos cofres da Prefeitura de Salvador. Isto somente em 2016. Este número é um cálculo feito pelo Aratu Online levando em conta os valores médios das multas por som alto e o número de ocorrências registrados nos oito primeiros meses do ano.
A Superintendência Municipal de Urbanismo (Sucom), responsável por esta fiscalização, não revela exatamente quanto arrecadou em 2016. O órgão, no entanto, informa que 927 pessoas já foram autuadas de janeiro a agosto deste ano por estarem com o limite de ruído acima do permitido. Os valores que cada infrator deve desembolsar para recuperar seu aparelho variam de R$ 814, 62 a R$ 135.658,09.
A média que apontou o resultado milionário foi feita da seguinte forma: multiplicamos as 927 notificações de 2016 por R$ 2.686, 36 (valor compreendido entre o piso e teto das multas, segundo a tabela da própria Sucom).
LEI PARA INGLÊS VER
Na tentativa de colocar uma regra para estas pessoas que gostam do som acima do normal, em 1998 foi aprovada a Lei 5.354. Ficou definido que das 07h às 22h são permitidos até 70 decibéis (db) – que já é considerado incomodativo -. A partir deste horário o limite é reduzido para 60 decibéis.
Apesar disso, é comum encontrar vários (maus) exemplos de poluição sonora pelas ruas de Salvador. O mais recente fenômeno são os “paredões”. Neles, carros turbinados se encontram com tudo que há de mais moderno e potente em aparelhagem de som. O objetivo é proporcionar horas de agito, dança e flertes.
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Nestes encontros é comum a grande oferta de bebidas alcoólicas. ?Às vezes, tem cada briga entre eles que é de assustar. Quando a polícia chega é o maior reboliço, todo mundo sai correndo é homem, mulher, criança, gato e cachorro?, conta uma moradora de Cajazeiras sobre o encontro dos paredões.
BRIGAS E MORTES
Em Paulo Afonso, a 484 km de Salvador, uma discussão por som alto terminou em tragédia. Orielma Araújo Santos, de 26 anos, e Marcelo Bezerra dos Santos, 17, foram assassinados dentro de uma casa. Segundo testemunhas, eles foram mortos por um vizinho. Tudo aconteceu às 6h de 5 de outubro. O suspeito ainda não foi preso.
A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, disse que não faz o levantamento de brigas e mortes relacionadas à poluição sonora. Em Salvador, as denúncias podem ser feitas pelo Fala Salvador, por meio do número 156. As queixas relacionadas a som alto em veículos podem ser encaminhadas ainda para a PM, que vai até o local e orienta os motoristas a abaixarem os sons.
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