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Esfaqueado, transexual tem atendimento médico negado e GGB diz ser “homofobia”

Esfaqueado, transexual tem atendimento médico negado e GGB diz ser “homofobia”

Por Da redação.

Esfaqueado, transexual tem atendimento médico negado e GGB diz ser “homofobia”Reprodução internet

O assunto é polêmico e nesta última segunda-feira (17/10) ganhou repercussão nacional. O fato em questão foi a agressão com socos e facadas à transexual Natylla Mota Barreto, 21 anos, no último dia 8 em uma praça de Maiquinique, no sul da Bahia.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela aparece sendo agredida dentro de um hospital da cidade, onde se arrastava em busca de atendimento. Negado, Natylla precisou se dirigir a outra unidade médica, neste caso , o Hospital Cristo Redentor, em Itapetinga, onde foi socorrida e teve alta nesta segunda-feira (17/10).

Revoltado com o descaso da unidade hospital de Maiquinique, que se negou o atendimento à transexual, o deputado federal Jean Wyllys divulgou ontem (17/10), uma nota, em sua rede social, comentando o caso. ?Esse caso brutal é mais um de um extensa lista de pessoas trans e travesti que vêm sendo agredidas e mortas em todas as regiões do país por motivação preconceituosa?, afirmou.

Veja vídeo:

Em outro trecho, o deputado cita dados de pesquisa da ONG ?Transgender Europe? (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero. ?O  Brasil é o país onde mais se mata travestis e transexuais no mundo. Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país. Se considerarmos os casos não registrados, que se imagina sejam numerosos, já que o preconceito também está nas delegacias e nas tentativas de silenciamento das vítimas, percebemos que a situação é ainda pior?, afirmou.

De acordo com o delegado Irineu Andrade, que apura o caso, um vídeo gravado mostrando o descaso ajudou a polícia a identificar, até agora, três suspeitos de envolvimento nas agressões, entre eles a mulher que aparece nas imagens dando um tapa e um chute na cara da vítima dentro da unidade médica. O marido da suspeita também é investigado pela agressão.

O CASO

A vítima estava com o namorado na Praça Willian Valadão, no centro da cidade, quando os dois começaram a ser hostilizados por um grupo de três mulheres e um homem. Segundo testemunhas, o grupo gritava palavras homofóbicas e dizia que ali era um “lugar de família”.

Natylla, por sua  vez, não teria suportado as agressões verbais e a partir daí, teria rebatido. Nesse momento, houve uma discussão que acabou deixando o namorado da vítima levemente ferido na mão. Natylla teria saído para acompanhar o namorado ao hospital e justamente nesse momento, foi atacada, segundo relato dela ao GGB.

A transexual levou golpes de faca, chutes e murros. Mesmo ferida, ela foi até o Hospital Municipal de Maiquinique, onde as agressões continuaram mesmo ao chão, enquanto esperava por atendimento. Natylla acabou sendo transferida para uma unidade em Itapetinga, cidade onde nasceu.

“O Grupo Gay da Bahia exige celeridade na busca e apreensão dos autores do crime que estão em liberdade, inclusive ameaçando a vítima por mensagem e ligações de celulares, intervenção imediata do Ministério Público da Bahia para investigar crime de prevaricação praticado por funcionários, enfermeiras, seguranças e direção do Hospital Municipal de Mairinque”, diz nota publicada pela GGB.

A reportagem não conseguiu contato o Hospital Municipal de Maiquinique

 

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