‘LAMBANÇA’: Autuado em flagrante, vereador acusado de matar homem é solto e assumirá cargo
‘LAMBANÇA’: Autuado em flagrante, vereador acusado de matar homem é solto e assumirá cargo
Por Da redação.
Por Matheus Pastori, do blog Fora da Curva, parceiro do Aratu Online
Por ordem do desembargador Mario Alberto Simões Hirs foi solto da cadeia o vereador José Alberto de Carvalho (PSD/BA), mais conhecido como Zé Lambão, preso no último dia 7 de novembro após matar a tiros André Luiz Santos Cruz, de 36 anos, na cidade de Campo Formoso, interior do estado. O caso ocorreu em um bar do município.
De acordo com testemunhas, o vereador teria iniciado uma discussão após ser abordado por André a respeito do não cumprimento de antigas propostas de campanha. Logo depois, o verador foi à sua casa em busca de uma arma, voltou ao bar e deflagrou 9 tiros contra André Luiz. A polícia foi chamada e o político foi preso em flagrante, acusado de homicídio.
No despacho de habeas corpus emitido na última segunda-feira (12/12), pouco mais de um mês depois do crime, o desembargador acatou parcialmente os pedidos da defesa e determinou a liberdade de Zé Lambão, afirmando que o detento “não apresenta risco à segurança pública”.
Agora, o vereador é apenas obrigado a se apresentar mensalmente ao juiz da cidade, além de estar proibido de frequentar bares e boates. A população de Campo Formoso recebeu a notícia com indignação. “A cidade inteira está em choque, porque sabe que a libertação dele foi um jogo político para que ele possa assumir o mandato no dia 1 de janeiro”, disse ao Aratu Online, uma moradora da cidade que preferiu não se identificar.
Procurado por esta reportagem, Dilzo Santana, delegado de polícia de Campo Formoso que autuou o vereador em flagrante, se mostrou surpreso com a soltura de Zé Lambão.
“Ele foi preso em flagrante e o caso foi encaminhado ao fórum. Não sei dizer sobre a situação atual, apenas que, pelos que sei, ele se encontrava no presídio de Juazeiro. Nada mais a comentar.”, disse o delegado.
Até o momento desta publicação, tanto a direção do presídio da cidade de Juazeiro quanto o escritório do desembargador Mário Alberto Simões não responderam às nossas tentativas de contato.
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