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Justiça concede prisão domiciliar a chefe do PCC que faz parte do grupo de risco do coronavírus

Justiça concede prisão domiciliar a chefe do PCC que faz parte do grupo de risco do coronavírus

Por Da redação.

Justiça concede prisão domiciliar a chefe do PCC que faz parte do grupo de risco do coronavírusPalácio da Justiça, em São Paulo (SP) l Catherine Gaspar/Wikipedia

A Justiça de São Paulo concedeu prisão domiciliar a Leonardo Vinci Alves de Lima, 44, conhecido como "Batatinha", um dos principais chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o juíz que expediu a sentença, Adjair de Andrade Cintra, da Unidade Regional de Departamento Estadual de Execução Criminal, Leonardo é hipertenso e, por isso, faz parte do grupo de risco para o coronavírus. 

A transferência do sistema penitenciário paulista para a prisão domiciliar acontece nesta segunda-feira (4/5). Segundo o jornal Folha de SP, Batatinha, que é aliado de outros integrantes da facção criminosa, ficará em casa, sem vigilância externa e sem o uso da tornozeleira eletrônica.

Na decisão, o juiz alega que a antecipação do benefício ao acusado é "necessária", já que existe risco iminente de contaminação dentro dos estabelecimentos prisionais. Ele cita, ainda, o número reduzido de médicos e leitos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, interior do estado, e a superlotação.

Batatinha não poderá se ausentar de sua residência sem autorização prévia da Justiça, mas tem aval para buscar consultas médicas e exames clínicos por conta de seu tratamento, desde que posteriormente, comunique à Justiça. 

Leonardo foi condenado a 10 anos e sete meses de prisão por tráfico de drogas. A facção da qual fez parte, PCC, é responsável pela morte de dezenas de policiais no estado de São Paulo e de um magistrado, em 2003. Conforme a Folha de SP, integrantes da cúpula do governo paulista tentaram reverter a decisão.

 

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