Siga o Aratu ON no GoogleE veja as notícias do Brasil e da Bahia com destaque nas suas buscas.
Adicionar

FUNRURAL: Produtores baianos interditam BR 242 e aguardam decisão da CCJ por fim da cobrança da alíquota

FUNRURAL: Produtores baianos interditam BR 242 e aguardam decisão da CCJ por fim da cobrança da alíquota

Por Da redação.

FUNRURAL: Produtores baianos interditam BR 242 e aguardam decisão da CCJ por fim da cobrança da alíquotaReprodução

Produtores agropecuários bloqueiam a BR 242, próximo à cidade de Luís Eduardo Magalhães (oeste baiano), na manhã desta quarta-feira (9/8), em protesto contra a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural. Os empresários não aceitam que o empregador rural seja obrigado a recolher 2,1% da receita bruta em favor do Funrural, que é pauta de votação do projeto de Lei de Senado, nº 13 de 2017, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Iniciamos esta manifestação por volta das 7 horas da manhã. De forma pacífica, fechamos a via e distribuímos panfletos aos motoristas e pessoas que estão passando por aqui. Os agricultores fazem a manifestação hoje contra a manobra politica do governo”, brada o produtor agrícola, Tiago Canzi.

LEIA MAIS:  FUNRURAL: Produtores baianos pressionam senadores da CCJ por fim da cobrança da alíquota

LEIA MAISFUNRURAL: Produtores agrícolas baianos vão ao Senado Federal cobrar posição sobre alíquota

Segundo ele, “O Governo reverteu uma sentença unânime do STF em 2010, que dizia que o Funrural era inconstitucional. Então, a partir daí, por meio de liminar, o produtor parou de recolher (o Funrural)”.

No entanto, no final de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por seis votos contra cinco, que a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) é constitucional e sendo assim, coletaria o valor de forma  retroativa. O pagamento representaria um valor entre R$18 bilhões e R$20 bilhões.

“Agora, com essa decisão o produtor tem que pagar dos últimos 5 anos. Os deputados elaboraram uma forma de pagamento, mas não fomos consultados, não aceitamos pagar uma dívida que não temos! Essa pode inviabilizar a produção de alimentos!”, explica Tiago, que vai além no discurso.

“Também estamos reivindicando que os senadores na votação da Projeto de Lei do Senado 13/2017 extingam o Funrural. Além disso, também poiamos os caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis! Afinal, a população vai sentir na bolso em poucos meses!”, finalizou Tiago Canzi.

Em conversa com a reportagem do Aratu Online, o  engenheiro agrônomo e presidente da Associação Nacional de Defesa dos Pecuaristas, Agricultores e Produtores da Terra (Andaterra), Sérgio Pitt, revelou, por telefone, que o clima em Brasília é de bastante apreensão.

“Estou aqui (em Brasília) na expectativa. Afinal, a depender do que ocorrer nesta quarta, não tem mais como a Receita ou outros órgãos do Ministério da Fazenda cobrarem algo que não é legal.  O Funrural  passaria então a ser excluído do ordenamento jurídico. Espero que assim ocorra”,  confiante afirmou Sérgio.

LEIA MAIS: AGRONEGÓCIO: STF declara constitucional cobrança de Funrural e decisão causa indignação no setor

*Publicada originalmente às 11h23

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.