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Família vai denunciar morte de caminhoneiro em Pau da Lima à Polícia Civil; MPF abre inquérito para investigar o caso

Família vai denunciar morte de caminhoneiro em Pau da Lima à Polícia Civil; MPF abre inquérito para investigar o caso

Por Da redação.

Família vai denunciar morte de caminhoneiro em Pau da Lima à Polícia Civil; MPF abre inquérito para investigar o casoReprodução Tv Aratu

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF) instaurou na quarta-feira (17), procedimento de investigação criminal a fim de apurar as circunstâncias da morte de Márcio Neri dos Santos, 35 anos, e a atuação dos agentes policiais federais envolvidos. Santos foi baleado em Salvador durante a Operação Carga Pesada, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira, 16 de junho, no bairro de Pau da Lima. Foram requisitadas informações à PF sobre a operação e acerca da perícia da arma supostamente pertencente à vítima.

Familiares de Márcio já tinham manifestado a intenção de denunciar o caso ao órgão. Contudo, a assessoria do MPF esclareceu que não precisa receber a denúncia para dar início ao processo investigativo. Eles também têm a intenção de prestar queixa na Polícia Civil.

O caminhoneiro foi morto com um tiro no tórax, durante a operação de combate a desvios de cargas no Porto de Aratu. A Polícia Federal disse que na incursão, os agentes foram surpreendidos por Márcio que estava  com uma arma de fogo em punho na porta de um dos apartamentos. Ainda segundo a PF, foi dada a ordem para que o homem largasse a arma, mas ele desobedeceu, se escondeu no interior do imóvel e, por oferecer resistência, acabou sendo atingido.

A versão é contestada pela família dele. Viviane Bastos Souza Neri, 32 anos, esposa de Márcio, considerou que a ação da PF foi desastrosa, já que o seu marido não era investigado na operação e sim um vizinho, morador do andar superior, do mesmo prédio. Além disso, ela relata que foi informada da ocorrência de uma troca de tiros. Ela defende que o marido não possuía arma e não entende porque a polícia não apresentou as cápsulas de balas deflagradas por Márcio. “Ainda estou resolvendo questões relacionadas a documentação dele na empresa que ele trabalhava, mas já estou com uma advogada e amanhã vou ao Ministério Público e também na Polícia Civil para tomar as devidas providências”, esclareceu Viviane.

O Aratu Online entrou em contato com a assessoria da Polícia Federal e foi informado que o fato está sendo apurado no inquérito policial, e que só poderá se pronunciar quando a investigação for concluída.

Assista ao depoimento de Viviane em reportagem da TV Aratu:

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