Família de Paulo Colombiano e Catarina Galindo mobilizam redes às vésperas do julgamento
Família de Paulo Colombiano e Catarina Galindo mobilizam redes às vésperas do julgamento
Por Da redação.
O desfecho das investigações que apuram o assassinato do casal sindicalista Paulo Colombiano e Catarina Galindo parece se aproximar. O crime que aconteceu em Salvador, em 2010, teve o julgamento finalmente marcado para a próxima terça-feira (5/12), no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), no CAB, a partir das 13h30.
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Com a aproximação da sessão, amigos e familiares das vítimas se mobilizam nas redes sociais para que a justiça seja cumprida e, mais uma vez, o julgamento não seja adiado. De acordo com Eder Galindo, filho mais velho de Catarina, nesta audiência será feita a leitura de todos os recursos apresentados pela defesa e acusação. Sendo assim, todos aguardam que a condenação de fato aconteça durante no próxima dia 5. “Esperamos que não ocorra nenhuma manobra jurídica para prorrogar o julgamento por mais tempo e o crime prescrever”, pontua Eder.

Movimentos sociais reivindicam a condenação dos suspeitos de assassinarem o casal de sindicalistas. Foto: reprodução
A família também promete mais mobilizações, além das redes sociais, até o dia do julgamento. Nesta segunda-feira (27/11), foi divulgada uma carta aberta criticando o que classificam de “7 anos de impunidade” e questionando o que teriam feito os acusados com os R$ 200 milhões fraudados – motivo que provocou o crime.
“O que fizeram esses assassinos com 200 milhões de reais? Pagaram seus advogados, custearam suas viagens ao exterior, pagaram ingressos para assistir aos jogos da Copa com os seus? Estão livres, enquanto nós continuamos presos na dor da saudade, da angústia e da revolta! “.
A primeira audiência do julgamento de Catarina Galindo e Paulo Colombiano foi adiada para o dia 05/12. Até essa data e enquanto os assassinos não forem condenados, os nossos parentes e amigos pedirão o apoio de todos para espalhar esse clamor por justiça em toda a cidade.Aratu Online Metropole FM Jornal Correio Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Posted by Eder Galindo on Wednesday, November 29, 2017
Em 2014, a Justiça já havia pronunciado, em primeira instância, que os acusados iriam a júri popular. A decisão também excluiu Cássio do júri popular, sob alegação de insuficiência de provas, mas a família contestou a decisão e recorreu.
O ASSASSINATO

Principais acusados de cometerem o assassinato contra o casal sindicalista. Foto: Ascom/Polícia Civil
O empresário e oficial aposentado da PM Claudomiro César Ferreira Santana foi apontado pelas investigações como mandante dos assassinatos. A ação teria sido cometida por Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner de Souza, funcionários deles na época. Claudomiro e seu irmão Cássio Ferreira Santana são sócios da MasterMed, empresa do ramo de planos de saúde, que possuía um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Colombiano era tesoureiro.
A análise dos contratos do sindicato feita por Colombiano o levou a concluir que a MasterMed havia aplicado uma fraude milionária na entidade de trabalhadores e essa teria sido a motivação do crime, ainda segundo as investigações.
Enquanto voltavam para casa de carro depois de mais um dia de trabalho, em 29 de junho de 2010, no bairro de Brotas, Colombiano e Catarina foram vítimas de tiros disparados por homens que estavam a bordo de uma motocicleta.
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*Publicada originalmente às 18h05 (29/11)
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