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ESQUECIDOS: Morte de jovem em restaurante no Cabula completa dois meses sem prisão do suspeito

ESQUECIDOS: Morte de jovem em restaurante no Cabula completa dois meses sem prisão do suspeito

ESQUECIDOS: Morte de jovem em restaurante no Cabula completa dois meses sem prisão do suspeitoreprodução/TV Aratu

“Tem dias que minha mãe não dorme ou, quando consegue, acorda chorando. Sem ele mudou nossa convivência dentro de casa, mudou tudo. Sentimos muita falta”. Essa frase é de Rafael Santos, irmão de Guilherme dos Santos Pereira da Silva, de 17 anos, morto dentro da área do Restaurante Paraíso Tropical, em Salvador, no dia 17 de abril.

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Exatos dois meses depois do crime, a família do jovem ainda sofre com algumas incertezas que pairam sobre o caso. Uma delas é onde se escondeu o principal suspeito do assassinato, Fabílson do Nascimento Silva, de 31 anos. De acordo com as apurações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi ele quem atirou contra Guilherme quando o jovem entrou no terreno do restaurante com amigos para pegar algumas frutas.

O corpo de Guilherme foi achado apenas dois dias depois do assassinato, já às margens da Avenida Luís Eduardo Magalhães. A arma do crime, uma espingarda, também não foi achada.

Fabílson está sendo procurado. Foto: divulgação/Polícia Civil

A resposta da Polícia Civil foi rápida, já que 11 dias depois do homicídio a fotografia de Fabílson foi divulgada. Além disso, a Justiça acatou o pedido de prisão feito pelo DHPP. O problema é que a família de Guilherme também sofre com a falta de informações das próprias autoridades. “A polícia ainda não se pronunciou sobre a finalização ou não do inquérito. Eles têm nosso número, mas nunca entraram em contado nesse tempo”, desabafa Rafael.

O advogado do chef Beto Pimentel – dono do terreno onde o caso aconteceu – informou que Fabílson também não foi mais visto pelo empresário. Segundo ele, o homem foi contratado para cuidar de alguns galos que estavam sendo criados no local meses antes de tudo acontecer. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil pontuou que não há novidade nas investigações.

*Publicada originalmente às 8h

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