Em pronunciamento, Witzel fala em "possível uso político" do MPF e cita família Bolsonaro
Em pronunciamento, Witzel fala em "possível uso político" do MPF e cita família Bolsonaro
Por Da redação.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira (28/8) e se disse indignado com a determinação do Superior Tribunal de Justiça em afastá-lo do cargo imediatamente devido a suspeitas de fraude em compras na área da saúde durante a pandemia do coronavírus. O governador chegou a citar "possível uso político" do Ministério Público Federal.
"É uma busca e decepção. Não encontrou R$ 1, uma joia. Simplesmente mais um circo sendo realizado. Lamentavelmente a decisão do sr. Benedito [Gonçalves, ministro responsável pela decisão], induzido pela procuradora na pessoa da dra. Lindora [Araújo, subprocuradora-geral da República], está se especializando em perseguir governadores e desestabilizar os estados com investigações rasas, buscas e apreensão preocupantes. Eu e outros governadores estamos sendo vítimas do possível uso político da instituição", afirmou.
Através de nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que a atuação se baseia em provas e recusou a tese de uso político da investigação. O governador do Rio disse que a atual situação é uma questão política e citou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
"Bolsonaro já declarou que quer o Rio de Janeiro. Já me acusou de perseguir a família dele, mas diferentemente do que ele imagina, aqui a Polícia Civil, o Ministério Público é independente e eu me preocupo muito com essa questão política que vivenciamos hoje", disse. [...] "O presidente da República fez acusações contra mim extremamente graves e levianas. Acredita que vou ser candidato a presidente? O Brasil precisa de gente séria, de gente comprometida com um futuro melhor".
IRONIA
Nesta manhã, Bolsonaro ironizou o afastamento do governador. "O Rio tá pegando hoje, hein?", questionou o presidente ao ser abordado por um apoiador carioca, quando deixava o Palácio da Alvorada. "Está sabendo do Rio hoje? Quem é teu governador?", completou ele.
Durante a crise do coronavírus, no entanto, Witzel tentou iniciar uma mobilização política para viabilizar a sua candidatura à Presidência da República em 2022. Isso colocou os ex-aliados em lados opostos. Bolsonaro tentará a reeleição para permanecer no cargo por mais quatro anos. Em reunião ministerial em 22 de abril, Bolsonaro chamou Witzel de "estrume".
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