Siga o Aratu ON no GoogleE veja as notícias do Brasil e da Bahia com destaque nas suas buscas.
Adicionar

DPT confirma que miliciano foi morto por disparos de fuzil e carabina e descarta execução e tortura

DPT confirma que miliciano foi morto por disparos de fuzil e carabina e descarta execução e tortura

DPT confirma que miliciano foi morto por disparos de fuzil e carabina e descarta execução e tortura divulgação / Polícia Civil-BA

A reconstituição da ação policial que culminou com a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na zona rural da cidade de Esplanada, no dia 9 de fevereiro, apontou que não houve execução e nem tortura por parte de policiais. A informação foi dada pelo perito criminal José Carlos Montenegro, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que participou de coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (26/8). Na ocasião, Montenegro relatou com detalhes toda a ação policial. "Ao entrar na residência, os policiais veem o individuo correndo para dentro do imóvel. Todas as cenas foram montadas pelos participantes. As versões foram dadas por cada integrante. Após isso, chegou-se a esse consenso que está descrito", disse. 

De acordo com ele, os agentes reagiram após os primeiros disparos, efetuados por Adriano. "O policial ressalta que está cumprindo medida judicial e o suspeito precisa se apresentar. A guarnição era composta por um tenente e dois soldados do Bope. Não houve resposta do interior da casa. Diante do silêncio e ausência de resposta, a guarnição resolveu entrar no imóvel. Houve o arrombamento. Após o arrombamento, a guarnição adentra ao imóvel. Os disparos se iniciam no momento que se promove a ação. A guarnição entra e se depara frontalmente com o suspeito. O escudo recebe os primeiros tiros", explica o perito. 

Ele acrescenta que foram sete disparos feitos pelo miliciano. Posteriormente, ele é atingido por dois tiros disparados por dois militares. Toda ação teria durado apenas 6 minutos e 30 segundos. " Até então, só o indíviduo realiza os disparos, que atigem um escudo da polícia, a parede posterior à célula tática, assim como janela e portas. São, no minimo, sete disparos. A célula realiza dois disparos. Um pelo tenente e outro pelo soldado da retaguarda, com a carabina. Foram constatadas duas lesões no corpo da vítima. O indíviduo atingido cai à frente do hall de locomoção do imóvel. O tenente recolhe a arma e os demais fazem a varredura da casa. Nesse momento, foram encontrados diversos celulares e outros objetos. Toda ação durou 6 minuntos e 30 segundos. Depois a prestação de socorro, do sítio até o hospital, durou 12 minutos", explica o perito. 

DESCARTADA EXECUÇÃO

O diretor do IML, Mário Câmera, ressaltou que a perícia descartou qualquer tipo de hipótese de execução, que havia circulado nas redes sociais. O senador Flávio Bolsonaro publicou, à época, uma série de mensagens e vídeos afirmando que a polícia baiana teria executado o miliciano. "Os achados médicos legais estão em convergência com o laudo da reprodução simulada e do ocorrido. Não há nenhum sinal de tortura e execução. Lembramos que esse troca de tiros durou, no máximo, cinco segundos. O resto foi o desenrolar. O corpo chegou desnudo, trajando apenas cueca, mãos com luvas plásticas pra preservar o resíduo de pólvora dos disparos da arma de fogo", detalhou. 

Ainda segundo Câmera, a lesão na cabeça do miliciano pode ter sido causada pela queda após ter sido alvejado e não uma coronhada, como havia sido especulado em publicações feitas na internet. "A primeira lesão, que circulou bastante como se fosse uma coronhada. Nós temos um corte com solução de continuidade, que indica que foi feito por um objeto retangular, de quina, logo, não se pode dizer que foi o cano de uma arma. A linha de angulação da marca não sangrou para dentro da pele, nem avermelhada, foi uma lesão depois dos disparos. Pode ter sido no momento que ele caiu, no momento do socorro... mas, de forma alguma lesão em vida, durante ou até antes do confronto. O primeiro disparo no ombro direito dele, o P1. Entra na clavícula e fratura o osso. Arrebentou as costelas e saiu. O segundo disparo foi abaixo das axilas do lado esquerdo. O projetil se aloja na cabeça". 

LEIA MAIS: Autópsia da polícia do Rio em corpo de miliciano confirma exame do IML da Bahia

LEIA MAIS: Flávio Bolsonaro contesta Maurício Barbosa e diz que miliciano foi "brutalmente assassinado" na Bahia

Por fim, o diretor do IML enaltece o desempenho e atuação dos policiais envolvidos no confronto. " Uma coisa interessante que circula por aí, dizem que ele recebeu um tiro de confere. Não foi. Ele não recebeu três tiros, nem tiro de finalização. O segundo disparo saiu e adentrou novamente no corpo. Esse disparo foi fatal quase imediatamente. Perfurou o pulmão, atingiu o ventrículo esquerdo do coração. Os policiais foram bastantes profissionais. Perceberam que os dois tiros foram suficientes para sanar a troca de tiros. A agressão cessou com dois disparos. Fiquei impressionado como uma situação dessas, um suspeito dispara sete vezes e só recebe dois disparos. A questão da fratura de costela. Ah, ele apanhou? Não foi isso. As costelas foram fraturadas pelo disparos do tiro de fuzil". 

CASO ENCERRADO

Durante a coletiva de imprensa, o diretor de Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e delegado responsável pelo inquérito , Marcelo Sansão, encerrou o inquérito. "Essa investigação teve início no dia 9 de fevereiro e digo que como tendo ocorrido e sendo consumado um confronto no dia referido. Conseguimos trazer indício nas oitivas das testemunhas, que corrobaram com as oitivas policiais. Há uma consonância dos discursos dos policiais, com os laudos, com as testemunhas... Nós não somos polícia de governo, de Estado. Nossso preocupação a todo momento foi checar a atuação legal da polícia na ação". 

Acompanhe todas as notícias sobre o novo coronavírus.

Acompanhe nossas transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos no www.aratuon.com.br/aovivo. Nos mande uma mensagem pelo WhatsApp: (71) 99986-0003.

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.