‘DOCUMENTO BASE’: Faculdade reconhece falha e diz que nome civil de aluno trans ‘está vinculado ao CPF’
‘DOCUMENTO BASE’: Faculdade reconhece falha e diz que nome civil de aluno trans ‘está vinculado ao CPF’
Por Da redação.
Sobre a acusação de transfobia por parte do jovem Victor Hugo, 21 anos, estudante do 5º semestre do curso de direito da faculdade Ruy Barbosa, a instituição privada se pronunciou, ao que o estudante desmentiu. Nesta quarta-feira (5/7), a Ruy Barbosa emitiu nova nota reconhecendo a falha e afirmando que “realizou todas as adequações possíveis para o uso do nome social do aluno”, mas que é preciso “um esclarecimento maior quanto as possibilidades de uso do nome social em nosso sistema”.
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LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA
A DeVry | Ruy Barbosa informa que já realizou todas as adequações possíveis para o uso do nome social do aluno Victor Hugo. O mesmo já esteve presente na instituição para esclarecimentos quanto às limitações do uso de seu nome de registro x nome social, visto que seu nome civil ainda está vinculado ao seu CPF, que é o documento base para qualquer ação pública de um cidadão brasileiro.
Reconhecemos que é preciso um esclarecimento maior quanto as possibilidades de uso do nome social em nosso sistema e iremos rever o processo de orientação aos nossos alunos.
A DeVry | Ruy Barbosa reitera o respeito à diversidade e promove iniciativas de conscientização com toda a comunidade acadêmica sobre a importância do tema. De qualquer forma, lamentamos o ocorrido com o Victor Hugo e seguimos a disposição dele e de qualquer outro estudante que precise de orientação.
ENTENDA O CASO
Na última segunda-feira (3/7), o jovem Victor Hugo Vilas Boas, de 21 anos, estudante do 5º semestre do curso de direito da Faculdade Ruy Barbosa, em Salvador, utilizou as redes sociais para acusar a instituição de ensino de transfobia. Victor é o nome social do rapaz, um homem trans, que tem tem assegurado por lei o direito de usá-lo, para evitar constrangimentos e situações preconceituosas.
O aluno recorreu à ouvidoria da faculdade, à coordenação do curso e até entregou um documento da Defensoria Pública do Estado, protocolado em abril deste ano, solicitando o uso do nome social, mas quase nada mudou desde o primeiro pedido, então informal, há oito meses.
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Em nota, a assessoria da instituição disse que há dois anos os sistemas acadêmicos do local adotam a inclusão do nome social a alunos e professores e que todas as solicitações registradas foram atendidas. Contudo, Victor procurou o Aratu Online para desmentir a informação, e publicou um vídeo explicativo em sua conta no Facebook.
CONFIRA O VÍDEO ABAIXO
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*Publicada originalmente às 14h35
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