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Denúncia: funcionários de supermercado passam mal após ingerirem comida no local

Denúncia: funcionários de supermercado passam mal após ingerirem comida no local

Por Da redação.

Denúncia: funcionários de supermercado passam mal após ingerirem comida no localreprodução/Augusto Alves


Um funcionário da rede de supermercados Atacadão, da unidade de Cajazeiras, denunciou ao Aratu On, a situação dos colaboradores da empresa, que estariam com infecção alimentar por conta da comida ou bebida do local. De acordo com a denúncia, os funcionários não recebem ticket alimentação e a comida e bebida do local é fornecida pela empresa, por isso, comem na unidade. Só nesta sexta-feira (31/5), cerca de 20 funcionários teriam passado mal.

Esta regra seria válida para a todas as filiais da rede, com descontos nos salários pelos fornecimentos e sem a opção de receber ticket. Durante esta semana, 40 funcionários teriam sentido diarreia e vômito. "Hoje uma pessoa não conseguiu trabalhar, vomitou sangue". Segundo o denunciante, o supermercado estaria em reforma há cerca de um mês. Por conta disso, o fornecimento dos alimentos teria sido terceirizado. De acordo com o relato, a água consumida pelos funcionários era mineral, mas durante a reforma, foi suspensa e substituída por um bebedouro.

O denunciante diz que mesmo após os episódios, os funcionários continuaram proibidos de levar a própria comida ou bebida, e a empresa responsável pelo fornecimento dos alimentos também não foi trocada. "Desmotivante. Todo mundo dá o suor, registra o ponto certinho, trabalha certo e quando tem algum problema a gente não se sente representado, é como se fosse objeto", desabafa.

Eles seriam proibidos de levar almoço por a empresa ter refeitório. "Nesse caso, eles não se responsabilizam caso alguém passe mal. Se alguém não quiser ou gostar da comida de lá, tem que comer fora da empresa".

Ao ter um problema de saúde, os atestados teriam que ser entregues ao gerente do supermercado, não ao setor de recursos humanos, responsável pelos documentos. Isso seria motivo de medo entre os colaboradores. "É até um tipo de assédio. Tem gente que, com medo, deixa pra ir ao hospital no final do dia", conta. Ele diz que tentou revindicar os abusos da empresa, mas teria sofrido perseguição por parte dos colegas. "A gente vê as coisas aqui e tem que se calar".

O Atacadão foi procurado pelo Aratu On, para dar seu posicionamento sobre o caso, e aguarda resposta.

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