DANÇA MATERNA: Pelo ritmo corporal, mães criam vínculos com bebês e fortalecem sentimento
DANÇA MATERNA: Pelo ritmo corporal, mães criam vínculos com bebês e fortalecem sentimento
Por Juana Castro.
Há um espaço inspirador na residência de nº 150 da Rua Arthur de Sá Menezes, no bairro da Pituba, em Salvador. Subindo as escadas da casa de brincadeiras ‘Malubambu’ e adentrando na sala ‘cambalhota’, o lúdico e o maternal vem à tona. Por lá, às quartas-feiras, acontece a Dança Materna, um momento único para mães e filhos.
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Para entender melhor essa história, é preciso voltar para 2008, quando a bailarina Tatiana Tardioli, em São Paulo, engravidou da sua primeira filha. Por querer unir sua vida de dança com a nova rotina de mãe, criou a Dança Materna, projeto pioneiro no Brasil, de atenção integral dedicado às mães e às crianças, desde a gestação até os três anos de vida. Focado na primeira infância, proporciona cuidados sob os aspectos físicos e emocionais, relativos ao vínculo, ao desenvolvimento e à interação.
SALVADOR

Tatiana Tardioli, Juliana e Erika Oliveira | Fotos: Reprodução
O que começou com um desejo pessoal tomou proporções maiores e Tatiana passou a licenciar professores em todo o Brasil, e atualmente mais de 40 cidades no país abraçam a causa. Sabendo que a bailarina ministraria as orientações em Salvador, as irmãs Juliana e Erika Oliveira se interessaram e, hoje, são as únicas responsáveis por conduzir as aulas da Dança Materna na capital baiana, as quais existem aqui há cerca de três anos.
Engenheira química de formação, Juliana Oliveira, 29 anos, imergiu no mundo das artes – mais especificamente na dança – há 18 anos. Além de professora de ballet para crianças, ela dá aulas tanto para gestantes quanto para mães e bebês de colo, engatinhantes e andantes na casa de brincadeiras e no Espaço de Maternagem, localizado em Brotas, de propriedade da sua irmã Erika.
As aulas para mães com bebês de colo e/ou engatinhantes duram aproximadamente uma hora e meia e são subdivididas em alguns momentos especiais. Primeiro, um alongamento e relaxamento para as mamães, seguido de exercícios de interação entre mãe e filho e shantala (massagem no bebê). Depois, é hora de carregar os pequenos para prepará-los para a parte final – a dança, de fato. Neste caso, utiliza-se o sling, que é um carregador de bebê, não estruturado, que permite formar uma espécie de rede ou saco. Aí, então, o ritmo rola solto. Do forró ao frevo, o importante é estreitar vínculos.
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“É muito mais que colocar o bebê no sling e sair dançando. A gente faz uma rede de apoio, de conexão e traz as mães para um retorno ao convívio social. Muitas vezes, depois da gestação, elas não conseguem ter um momento mais leve na rotina, e a dança traz essa leveza e relaxamento, além de ser uma atividade física”, explicou Juliana, que ressaltou a grande quantidade de atividades lúdicas
CONFIRA ABAIXO UM POUCO DA AULA DA DANÇA MATERNA
A professora de sociologia Joanna Carvalho, 36 anos, tem dois filhos, mas foi na gestação do segundo, o pequeno Davi, de um ano e dois meses, que descobriu a Dança Materna, em uma feira com um stand do Espaço de Maternagem, onde conheceu Erika, irmã de Juliana, que também é professora do projeto, além de ser psicóloga e doula. “Tive vontade de fazer quando ele nascesse, mas aos oito meses de gravidez descobri a aula para gestantes e comecei a dançar, com barrigão. Depois que Davi nasceu, continuei, e estou aqui há mais de um ano”, disse Joanna, que em breve passará para a aula com “bebês andantes”, pois o menino já consegue dar passos mais firmes.
Para ela, o momento é muito importante para a formação do filho, que “adora dança”. “É quando ele interage, vê as cores, outras crianças, descobre novos sons e objetos, além de dormir depois do sling“, falou Joanna. Ela ressaltou, ainda, que o tempo é importante não só para ele, mas também para ela e para fortalecer a relação dos dois.
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Já a empresária e mãe de três filhos Geise Silva, 38 anos, leva, sempre que pode, suas filhas Daniela, de apenas três meses, e Beatriz, de seis anos, que vai acompanhada de uma boneca para também entrar na brincadeira. “Quando se tem três crianças é mais difícil ter um tempo dedicado a você, e eu sempre gostei muito de dançar, mas ficou complicado após o segundo filho”, relatou Geise. “Com a Dança Materna, faço algo para mim estando próxima às minhas filhas”, disse.
Juliana espera que o projeto seja cada vez mais conhecido e que outras mamães adiram à modalidade, que segue ganhando espaço fora da sala de aula. Ao Aratu Online, a professora disse que ela e a irmã, Erika, já levaram a Dança Materna para festas de aniversários e para a Maternidade de Referência Prof. José Maria de Magalhães Neto, localizada no bairro Pau Miúdo, em Salvador, além de terem participado do projeto “Abraço à Microcefalia” e se apresentado em espetáculos de dança.
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Para saber mais sobre a Dança Materna e onde fazer aulas na capital baiana, clique aqui. Ou, para falar diretamente com a professora Juliana Oliveira, o telefone para contato é (71) 98621-8315.
VÍDEO OFICIAL
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