Comércio baiano tem melhor resultado para outubro nos últimos 16 anos; vendas cresceram 10% desde março
Comércio baiano tem melhor resultado para outubro nos últimos 16 anos; vendas cresceram 10% desde março
Por Da redação.
Os comerciantes baianos, que formam um dos setores que mais sofreu com a pandemia, tiveram uma ótima recuperação no mês de outubro. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10/12) apontam que as vendas foram as melhores em relação aos meses de outubro dos 16 anos anteriores.
Para o IBGE, o novo resultado positivo após seis meses de alta mantém o comércio varejista da Bahia em um patamar significativamente acima do verificado antes do início da pandemia da Covid-19. No acumulado entre março e outubro, as vendas já crescem 9,9% no estado.
Na comparação com setembro de 2020, as vendas no varejo aumentaram 3,5%, maior valor desde 2004, quando o índice foi 4,8%. De agosto para setembro, o crescimento havia sido de apenas 1%. O índice também foi o melhor resultado do varejo no país, bem superior à média nacional, que ficou em 0,9%.
Comparado ao mesmo mês do ano ano anterior, as vendas no estado tiveram a terceira alta consecutiva (11,3%), no melhor outubro para o varejo baiano desde 2012. A média nacional ficou em 8,3%.
Por outro lado, o acumulado do ano de 2020 ainda é de -4,4%, sendo o quarto pior resultado entre os estados. Analisando os 12 meses encerrados em outubro, houve queda de -2,4%, pior do que a média brasileira de 1,3%.
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MÓVEIS
Segundo a pesquisa, o aumento nas vendas foi puxado, principalmente, por móveis e eletrodomésticos, que voltaram a acelerar em outubro, com aumento de 54,5%. Houve aumento em 6 dos 8 itens do varejo restrito (que exclui automóveis e material de construção) analisados pelo órgão.
Apenas os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (-44,1%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-16,0%) seguiram em queda. Ambos já vêm com resultados bastante negativos desde muito antes da pandemia da Covid-19, segundo o IBGE.
Além dos móveis, houve bastante venda dos outros artigos de uso pessoal e doméstico, aumentando 15,6%. O segmento concentra lojas de departamento e os grandes sites de varejo on-line.
O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de maior peso na estrutura do varejo na Bahia, voltou a apresentar um resultado discretamente positivo (0,5%) após dois meses de queda. Outra atividade que parou de cair em outubro foi a de tecidos, vestuário e calçados, que apresentou uma primeira variação positiva (0,1%) depois de recuar seguidamente desde março.
OBRAS
No quesito varejo ampliado, a Bahia se destacou na venda de materiais de construção, com o quinto crescimento consecutivo nas vendas (10,9%), ainda que em um patamar bem inferior ao dos meses anteriores. O volume de vendas do comércio varejista ampliado, na série livre de influências sazonais, aumentou 2,3%.
O estado se manteve ligeiramente acima da média nacional, de 2,1%. Frente ao mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 3,2%, também abaixo da média brasileira de 6%. A Bahia foi o quarto pior entre as unidades da Federação.
Ainda sobre o ano anterior, o comércio de veículos em outubro seguiu em queda (-18,8%), a nona consecutiva neste ano e o pior resultado entre os 13 estados onde a atividade é pesquisada separadamente.
Apesar dos resultados de outubro, o varejo ampliado baiano segue negativo no acumulado de 2020, queda de -8,9%, pior que a média -2,6% em nível nacional. Nos 12 meses encerrados em outubro, as vendas do varejo ampliado na Bahia também mostram queda (-6,0%) mais intensa do que a nacional (-1,4%).
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