CASO KÁTIA VARGAS: Começa julgamento da acusada de matar irmãos; Veja em tempo real
CASO KÁTIA VARGAS: Começa julgamento da acusada de matar irmãos; Veja em tempo real
Às oito horas da manhã do dia 11 de outubro de 2013, a médica oftalmologista Kátia Vargas se envolveu em uma grave confusão no trânsito que terminou com a morte de dois irmãos, Emanuel e Emanuelle, a época com 21 e 23 anos, respectivamente.
Às oito horas da manhã desta terça-feira (5/12), quatro anos depois, Kátia Vargas estará no Fórum Ruy Barbosa respondendo à acusação de ter provocado o acidente que aconteceu na Avenida Oceânica, em frente ao Ondina Apart Hotel, sentido Rio Vermelho.
De um lado, uma família que chora a perda de dois jovens há quatro anos e não cansa de pedir por justiça. Do outro, uma médica afirmando que “não matou ninguém. Foi um acidente que causou uma tragédia”. Porém, apenas o julgamento vai contemplar um dos lados da história.
O Aratu Online vai acompanhar a sessão, marcada para às 8h, direto do Fórum Ruy Barbosa, na Praça do Campo Pólvora, em Nazaré. A cobertura será em tempo real no Twitter do portal, o @aratuonline.
Relembre todos os desdobramentos do caso que será apreciado na modalidade júri popular e deve durar mais de um dia.
ACIDENTE
Na manhã do dia 11 de outubro de 2013, uma câmera de segurança flagrou um veículo branco da marca KIA, modelo Sorento, atingindo uma motocicleta. No carro estava a oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira, na época com 45 anos, acusada de ter provocado a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, que estavam na moto.
De acordo com as imagens divulgadas, a médica estava em alta velocidade, o que provocou uma discussão com Emanuel, que chegou a bater com o capacete no capô do carro da médica.
Em seguida, Kátia teria saído em perseguição à moto, gerando uma colisão entre os dois veículos. Emanuel, então, perdeu o controle e os dois foram arremessados da moto, batendo diretamente em um dos postes que ficam em frente ao hotel. Os dois morreram na hora.
Veja vídeo:
PRISÃO
Seis dias após o acontecido, Kátia foi presa ao ser denunciada pelo Ministério Público da Bahia, por duplo homicídio qualificado. A médica ficou dois meses no Conjunto Penal Feminino, no Complexo da Mata Escura, periferia de Salvador, sendo liberada pelo juiz Moacyr Pita Lima, que aceitou o pedido de revogação da prisão preventiva requerida pela defesa da médica.
Alguns fatores alegados pela defesa foram depressão, má alimentação e taquicardia.
RECONSTITUIÇÃO
Durante um domingo, final do ano passado, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a reconstitução do caso com o auxílio de peritos, policiais, fotógrafos e professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Na ocasião, foram utilizados veículos dos mesmos modelos que Kátia e os irmãos usavam, todos com câmeras de precisão acopladas.
Além disso, foram usados também equipamentos de GPS e medidores com precisão, para calcular o deslocamento e velocidade dos veículos. Quem também acompanhou a reconstituição foi o advogado da médica e um perito contratado por ela.
No dia 3 de maio de 2017, o laudo pericial emitido pelo DPT constatou que Kátia havia perseguido os irmãos em alta velocidade, projetando o corpo dos dois contra o poste. A defesa da médica se pronunciou afirmando que a batida entre os veículos foi acidental e que não havia intenção de matar.
JULGAMENTOS
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) chegou a marcar o julgamento da médica para o dia 7 de novembro deste ano, já que faltava apenas a entrega do laudo pericial para a marcação da data do júri popular. Porém, a sessão sofreu alteração após um pedido do advogado de defesa da médica, que estaria trabalhando em outro julgamento fora do país.
A juíza do caso, Gelzi Maria Almeida Souza, titular do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri, explicou que acatou o pedido de adiamento da sessão por considerar imprescindível a presença do advogado nos dois julgamentos.
A sessão, então, foi remarcada para esta terça-feira (5/12). A expectativa é de que o julgamento dure, pelo menos, dois dias. Serão reservados terá 27 lugares para a defesa da médica, assim como para a acusação. As outras cadeiras serão destinadas para o público que tiver interesse em acompanhar o júri.
Em conversa com a imprensa no dia 29 de novembro, a juíza explicou como vai funcionar a sessão. De acordo com ela, é esperado que o plenário esteja lotado e, por isso, algumas medidas foram adotas para que a ordem seja mantida.
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