CARNAVAL: Soteropolitanos aproveitam festa para lucrar com produtos e serviços inovadores
CARNAVAL: Soteropolitanos aproveitam festa para lucrar com produtos e serviços inovadores
Carnaval é o tempo oficial da pegação, brincadeira, diversão e…trabalho. Os dias de folia em Salvador ajudam também a aumentar a renda do soteropolitano. De vestuário à alimentação, quem usa a criatividade sempre consegue lucrar com as especificidades do período.
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Confetes, glitters, fantasias, máscara e muito brilho estão entre os preferidos dos foliões. Mas, para além dos acessórios, até geladinhos com álcool prometem fazer sucesso neste carnaval. É o que espera a dona de casa Raimunda Neves, de 36 anos, que criou o geladinho alcoólico, cujo objetivo é aliviar as altas temperaturas e deixar os clientes mais ‘animadinhos’ no meio dos circuitos. “Quis levantar uma grana e decidi testar no ano passado. Deu tão certo, que estou repetindo”, conta Raimunda que mora no bairro da Barra.
Raimunda diz conseguir lucrar cerca de R$ 5 mil nos seis dias de festa. Cada geladinho custa R$ 5 e tem como base de medida um copo plástico de quase 500 ml. Por conta do sucesso, a Raimunda decidiu estender o serviço para eventos e festas fechadas.

Geladinhos alcoólicos vendidos a R$ 5 no Circuito Dodô
A também moradora do Circuito Dodô, Lourdes Macêdo, de 44 anos, lucra com o banheiro da sua própria casa. Isto porque, durante a folia, ela cobra R$ 1 para os foliões que estão apertados, mas evitam usar os banheiros químicos disponibilizados pela Prefeitura. “A localização ajuda bastante porque todo mundo precisa passar por aqui para alcançar o bloco na concentração e saída”. Lourdes, junto com suas duas filhas, ainda cria um roteiro de limpeza, o que garante ser o maior atrativo do seu serviço. “Limpamos pelo menos de 20 em 20 minutos e enchemos de desinfetante perfumado, para chamar a atenção deles”, explica.
Em seis dias de festa, a empreendedora consegue alcançar a quantia de R$ 2 mil. “A gente gosta quando gringo vem, porque eles estão tão felizes no Carnaval de Salvador, que acabam pagando mais”, conta.
E para quem quer brilho em 2018, as meninas d’O Bloco do Prazer criaram a marca no intuito de resgatar o carnaval de rua, apostando em fantasias, confetes e até serpentina. Ana Carolina Passos, uma das sócias, conta que a produção dos acessórios acaba sendo um momento divertido para as três. “A gente brinca fazendo os produtos e aprendemos a lidar com o negócio, porque até um pouco de marketing a gente aprende”.
Junto com Luana Almeida e Jade Giallorenzo, Ana Carolina diz ainda que a venda em volume ajuda na hora de “fazer dinheiro”. Mas, como todo início de negócio, o lucro ainda não é tão significativo. “Começamos a vender tem um mês e só vamos tirar o lucro mesmo quando o carnaval terminar. Já terminamos de pagar os investimentos que fizemos, mas ainda é cedo para a gente dizer”.
Mas apesar de estarem no comando de um negócio novo, as meninas não querem parar por aí. “A gente pensa em dar continuidade à marca, porque nós adoramos trazer esse clima de carnaval mais raiz e lúdico antes mesmo da festa. É o que já acontece em cidades como Rio de Janeiro e Recife, agora também em Salvador”, completa.

Na ordem: Ana Carolina Passos, Luana Almeida e Jade Giallorenzo
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