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Bolsonaro rebate críticas ao decreto da posse de armas; “muitas falácias”

Bolsonaro rebate críticas ao decreto da posse de armas; “muitas falácias”

Por Da redação.

Bolsonaro rebate críticas ao decreto da posse de armas; “muitas falácias”Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (17/1), em sua conta no Twitter, que ?muitas falácias? estão sendo usadas ?a respeito da posse de armas?. Ele assinou decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo no país na terça-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto.

?Muitas falácias sendo usadas a respeito da posse de armas. A pior delas conclui que a iniciativa não resolve o problema da segurança pública. Ignorando o principal propósito, que é ?iniciar ? o processo de assegurar o direito inviolável à legítima defesa?, escreveu.

De acordo com Bolsonaro, medidas para segurança pública ainda serão tomadas e propostas. ?Para a infelicidade dos que torcem contra, medidas eficientes para segurança pública ainda serão tomadas e propostas. Os problemas são profundos, principalmente pelo abandono dos governos anteriores. Mal dá pra resolver tudo em 4 anos, quem dirá em 15 dias de governo?, afirmou na rede social.

CRITÉRIOS

Segundo o decreto, cidadãos brasileiros com mais de 25 anos poderão comprar até quatro armas de fogo para guardar em casa e deverão preencher uma série de requisitos, como passar por avaliação psicológica e não ter antecedentes criminais. O que muda com o novo decreto é que não há necessidade de uma justificativa para a posse da arma. Antes esse item era avaliado e ficava a cargo de um delegado da Polícia Federal, que poderia aceitar, ou não, o argumento.

Além de militares e agentes públicos da área de segurança, ativos e inativos, poderão adquirir armas de fogo os moradores de áreas rural e urbana com índices de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes, conforme dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Donos e responsáveis por estabelecimentos comerciais ou industriais também poderão adquirir o armamento, assim como colecionadores de armas, atiradores e caçadores, devidamente registrados no Comando do Exército.

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