AVALIAÇÃO: Temer diz que manifestações “ocorreram livremente em todo país”
AVALIAÇÃO: Temer diz que manifestações “ocorreram livremente em todo país”
Por Da redação.
O presidente Michel Temer manifestou-se, no início da noite desta sexta-feira (28/4), sobre os protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência, ocorridos em várias cidades do país. Em nota, Temer afirmou que ?houve a mais ampla garantia ao direito de expressão, mesmo nas menores aglomerações?. O presidente acrescentou que os debates sobre as reformas ? alvo de críticas das centrais sindicais ? continuarão a tramitar no Congresso Nacional.
?As manifestações políticas convocadas para esta sexta-feira ocorreram livremente em todo país. [?] O governo federal reafirma seu compromisso com a democracia e com as instituições brasileiras. O trabalho em prol da modernização da legislação nacional continuará, com debate amplo e franco, realizado na arena adequada para essa discussão, que é o Congresso Nacional?, disse Temer.
O presidente considerou ?lamentáveis? os atos de violência, como os ocorridos no Rio de Janeiro, onde manifestantes e policiais iniciaram um confronto no final da tarde. “Infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente.”
Temer encerrou a declaração afirmando que os trabalhadores lutam intensamente, ?de forma ordeira e obstinada?, para superar a ?maior recessão econômica que o país já enfrentou em sua história?.
?A esse esforço se somam todas as ações do governo, que acredita na força da unidade de nosso país para vencer a crise que herdamos e trazer o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento social e do crescimento econômico?, finalizou.
A greve geral, convocada pelas centrais sindicais, mobilizou trabalhadores de diversas categorias em todo o país. Na opinião dos manifestantes, as reformas enfraquecem as relações de trabalho e obrigam o trabalhador a ?pagar a conta? do déficit da Previdência Social e das dívidas de grandes empresas com a Previdência, que podem chegar a R$ 430 bilhões. As duas maiores entidades sindicais do país ? Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical ? avaliam como exitosas as manifestações e paralisações ocorridas durante o dia.
Mais cedo, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, declarou que as manifestações foram menores do que o esperado pelo governo. ?Eu avalio com otimismo. Nós tínhamos a expectativa de uma manifestação muito expressiva, e isso não aconteceu?, disse.
Mensagem no Dia do Trabalho
Temer gravou uma mensagem que será divulgada na próxima segunda-feira (1º), Dia do Trabalho, apenas pela internet. Nela, o presidente vai defender as reformas trabalhista e previdenciária, que o governo considera fundamentais para a geração de empregos e o crescimento econômico.
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