Alerta vermelho: confira as dicas para entrar 2016 com as contas em dia
Alerta vermelho: confira as dicas para entrar 2016 com as contas em dia
Por Da redação.
Com a chegada dos festejos do final de ano todos querem crédito na praça para poder fazer compras de natal e ano novo, inclusive feirões de quitação de débito são realizados em todo país para garantir a regularização dos consumidores e a retomada do poder de compra. Conforme dados do SPC Brasil, o Nordeste lidera o crescimento do número de inadimplentes em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, com aumento de 7,97%.
Enquanto muitos buscam alternativas para limpar o nome na praça e readquirir poder de compra através de cartões de crédito e carnês, o estudante Pedro Luiz Costa, 24 anos, não pretende negociar as dívidas que tem ?só tenho duas despesas fixas no mês no valor de R$ 300,00, não tenho mais cartão e nem quero usar.? Mas apesar de querer distância das compras a prazo, Pedro admite que sente falta do cartão, ?em situações de emergência, quando não tenho dinheiro na mão eu sinto falta.? Revela.
No mês da pesquisa, cada baiano inadimplente tinha uma média de 2,051 dívidas em atraso, ficando acima da média regional, registro de 2,003 dívidas, contudo o número foi menor em relação a setembro que registrou 2,054. Este ano os baianos estão mais endividados o crescimento foi de 7,54%, a média do Nordeste foi 9,17%. O SPC atribui o cartão de crédito como maior responsável pelo endividamento e inadimplência dos brasileiros.
Além de o consumismo ser aliado do acumulo de dívidas, a prática de compartilhar crédito com terceiros gera bastante dor de cabeça e cartas de cobrança. ?Eu tenho seis cartões de crédito e empresto para os meus amigos e família, já deixaram de pagar algumas vezes, mas pagaram os juros,? Conta a advogada Laise Pita, 23 anos. A advogada assume que compra tudo no cartão, até a recarga do celular. ?Minhas dívidas mensais são de mil reais a prazo, às vezes eu consigo organizar as contas, às vezes fico no vermelho, mas na maioria das vezes consigo organizar,? completa.
Para o economista Lázaro Gomes de Oliveira, 31 anos, as dívidas dos brasileiros estão relacionadas a gastos desnecessários, a falta de educação financeira, que para ele deve ser implementada nas escolas também contribui para este cenário. ?As pessoas têm apenas um fluxo de entrada de recursos, que são os salários, em contra partida existem vários fluxos de saída do dinheiro. Gastos fixos como alimentação, saúde, transporte, entre outros e o consumo em geral.? Afirma o economista.
Credibilidade é a palavra que define a economia, quando o crédito é fornecido para uma pessoa a empresa estabelece uma relação de confiança, por isso a cada compromisso honrado e crédito aumenta, como a sociedade é imposta ao consumo desenfreado, sem planejamento as dívidas acabam se acumulando e os consumidores recorrem aos parcelamentos. ?O Brasil não é um país sério neste quesito, somos uma economia de risco?, aponta Lázaro Gomes.
De acordo com o economista o feirão que acontece na cidade é interessante pela flexibilidade de pagamento,as negociações giram em torno da capacidade de pagamento de cada um, em alguns casos é possível conseguir bons descontos.
Confira as dicas para não entrar 2016 no vermelho:
- Noção de custos mensais e fixos, para saber até quando pode gastar.
- Evitar gastos desnecessários, se você tem possibilidade de comer me casa, por que comer na rua? Antes de comprar pergunte-se: ?Eu preciso disso??
- Peça desconto! Principalmente em pagamentos à vista, seja ousado nas negociações.
- Pesquise bastante os preços antes de efetivar a compra.
- Saiba o momento certo de comprar, analise a necessidade de obter determinado produto. Conheça os itens da sua cesta de consumo.
- Faça uma planilha de custos e receitas. Hoje existem aplicativos que ajudam a organizar as finanças, mas pode fazer no papel mesmo.
- Tenha de ideia de curto, médio e longo prazo.
Veja aplicativos que ajudam a organizar as finanças:
IOS
- Checkbook: O usuário cadastra seus gastos em categorias e as informações são transformadas em gráficos que mostram quais despesas consomem mais o orçamento. Também é possível registrar transferências bancárias e inclui-las na conta final. Se o usuário costuma utilizar cheques, é possível adicionar os números a cada registro de despesa.
- Moni: É possível adicionar ganhos e gastos e monitorar o saldo final em uma lista. Um dos recursos permite personalizar uma escala de cor para que a tabela entre em ?alerta vermelho? quando as contas atingirem um saldo que o usuário considere preocupante. Não há recursos visuais como gráficos nem a possibilidade de categorizar os gastos por tipo. No entanto, o aplicativo permite escrever observações sobre cada gasto para que o motivo da saída não seja esquecido dias mais tarde.
Android
- Mobills: Para utilizar o aplicativo, o usuário deve fazer um cadastro. É possível colocar nele um orçamento mensal e receber um alerta quando 80% desse valor já tiver sido gasto. O aplicativo divide os gastos em um gráfico de acordo com o tipo de despesa, além de alertar sobre contas pendentes e mostrar o saldo final do mês. Também permite visualizar o status atual do orçamento planejado.
- Minhas Economias: O aplicativo exige que o usuário se cadastre para começar a utilizá-lo. Após cadastrar suas receitas e despesas, o usuário pode visualizar os dados em gráficos que dividem os gastos entre as categorias escolhidas. Há também a opção de ver apenas a relação entre entrada e saída. O saldo final também é exibido abaixo da soma total de itens pagos até o momento.
- Gastos Diários: O usuário registra ganhos e despesas em categorias e acompanha o saldo final. Um dos recursos do aplicativo é a possibilidade de programar gastos fixos. As despesas registradas são somadas e o aplicativo calcula o saldo final. Também há uma versão paga, que permite criar gráficos, exportar os dados em arquivos de Excel, entre outros recursos.
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