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Dobrar alíquota torna duplamente difícil aprovar CPMF, diz Eduardo Cunha

Dobrar alíquota torna duplamente difícil aprovar CPMF, diz Eduardo Cunha

Por Da redação.

Dobrar alíquota torna duplamente difícil aprovar CPMF, diz Eduardo CunhaReprodução Terra

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou hoje (22), que aumentar a alíquota da proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) de 0,20% para 0,38%, para dividir com estados e municípios, torna duplamente difícil aprovar o novo tributo. ?Se ela [CPMF] já é difícil na proposta inicial, dobrando a meta, vai ficar duplamente difícil.?

Nesta quinta-feira (22), a presidenta Dilma Rousseff recebeu o apoio de representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) à proposta, desde que a alíquota seja de 0,38% e partilhada entre União, estados e municípios. Governadores e prefeitos condicionam o apoio à recriação da CPMF à manutenção da alíquota de 0,38%, com 0,20% para a União e o restante dividido entre estados e municípios.

Cunha disse que a aprovação da CPMF é difícil mesmo com a reorganização da base aliada na Câmara dos Deputados, negociada pelo governo. ?Eu, sinceramente, não acredito na aprovação da CPMF, mesmo que o governo tenha a base mais azeitada possível, porque a criação de um imposto como a CPMF é ainda muito maior que uma base.?

Segundo Cunha, a Câmara, em tese, não aprovaria o novo tributo, por haver rejeição a aumento de impostos na sociedade e por causa da interferência que a CPMF teria na economia, mesmo que seja usada para financiamento da saúde e da educação, e não apenas da Previdência, como consta da proposta original. ?Com prefeito, sem prefeito; com governador, sem governador; eu não acredito que ela [CPMF] passe?, afirmou o deputado.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), porém, considera que a questão é de sobrevivência. De acordo com Guimarães, embora enfrente resistência de setores da sociedade, a medida é fundamental para garantir mais recursos para estabilizar economia brasileira e garantir principalmente mais recursos para a seguridade social. ?Temos que discutir a vinculação [da CPMF], se na saúde ou na seguridade social.”

Guimarães disse que o governo pretende fazer debate público com prefeitos, governadores e com a sociedade para encontrar um mecanismo que possibilite a aprovação da nova CPMF. ?Vamos avaliar [as possibilidades], quem sabe fazer um teto de isenção para pessoas de baixa renda.?

Caso o tributo não seja aprovado, os prefeitos e governadores vão ter dificuldades para ?sobreviver? no fim do ano e pagar as contas, afirmou o líder do governo. Por isso, parte deles apoia a proposta. ?Já estão ajudando. Os governadores me ligam, querem celeridade, e a voz está com os prefeitos. É o grande momento para fazer a repactuação federativa. É dinheiro na veia dos municípios.?

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