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2 ANOS E 50 DIAS DEPOIS: Prefeitura e Estado não concluíram planos de contenção para Salvador

2 ANOS E 50 DIAS DEPOIS: Prefeitura e Estado não concluíram planos de contenção para Salvador

2 ANOS E 50 DIAS DEPOIS: Prefeitura e Estado não concluíram planos de contenção para Salvador Técnico da Defesa Civil observa obra de encosta em Salvador - Foto: André Uzêda

Em abril de 2016, o Aratu Online publicou o ?ESPECIAL SOTERRADOS?. A série de reportagens, além de prestar uma homenagem às 15 pessoas que morreram no Barro Branco e Marotinho durante as fortes chuvas que atingiram a capital baiana um ano antes, teve a missão de desvendar os contornos e contextos que envolvem tragédias deste tamanho e repercussão.

Um dos aspectos abordados no trabalho, que envolveu entrevistas com parentes das vítimas, especialistas e autoridades, foi questionar o que estava sendo feito, tanto pela Prefeitura de Salvador, quando pelo Governo do Estado, para que histórias semelhantes não voltassem a manchar de sangue os noticiários de jornais, sites e, mais do que isso, as vidas das pessoas.

Para ler o ?ESPECIAL SOTERRADOS? completo clique na imagem abaixo.

Hoje, dois anos após os fatos e mais de um ano após a veiculação do especial, procuramos novamente os órgãos oficiais para saber quais projetos foram levados adiante, resultados apresentados e novidades relacionadas às obras de prevenção e combate aos impactos causados pelas chuvas.

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A principal novidade apontada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), em 2016, foi a instalação de equipamentos sonoros em áreas de risco. A ideia, já utilizada em outras localidades ao redor do mundo, era implementar um sistema que, através do acionamento de sirenes, avisaria a população quando houvesse uma situação de acúmulo de chuvas que colocasse em risco – com possibilidades de alagamentos ? as áreas monitoradas.

Atualmente, a Codesal informou que são seis os locais que já contam com o sistema na capital: Pedro Ferrão (área utilizada como teste, em 2016), Bom Juá, Mamede (duas sirenes), Baixa de Santa Rita, Vila Picasso (duas sirenes) e Calabetão.

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Em momentos de emergência relacionados a alagamentos, os equipamentos são acionados diretamente do Centro de Monitoramento e Alerta de Defesa Civil (Cemadec), por meio de um sistema de análise climatológica, que dispõe de informações diárias sobre temperatura, clima e índice pluviométrico para a cidade.

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O primeiro nível é o de observação, quando se inicia o período chuvoso. Em seguida o de atenção, quando o acumulado de chuva é igual ou superior a 80 mm e existe previsão de chuvas moderadas a muito fortes; o alerta, quando os registros são de sinais de risco e previsão de chuvas moderadas a muito fortes; e o alerta máximo, com registro de escorregamentos e previsão meteorológica indicando continuidade de chuvas fortes a muito fortes ou acumulado de chuva igual ou superior a 150 mm. Neste momento, as pessoas, ao ouvirem o sinal, devem sair de suas residências.

Após as tragédias, a prefeitura de Salvador definiu pela contratação de dois meteorologistas de forma definitiva e 32 funcionários temporários (regime Reda). Todos os profissionais seguem integrando a equipe da Defesa Civil, segundo a assessoria do órgão.

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A digitalização do processo de atendimento foi mais uma iniciativa que está sendo mantida. Após as tragédias, os profissionais da Defesa Civil passaram a realizar vistorias com tablets, para agilizar o processo de atendimento, dando respostas mais rápidas à sociedade.

A medida foi mantida, substituindo as antigas anotações, feitas com papel e caneta. Antes, esse material tinha que ser digitado, o que podia demorar até 15 dias, a depender da demanda. Com os tablets, as análises entram no sistema online de forma automática, é o que garantem as autoridades.

CONTENÇÕES DE ENCOSTAS

Foto: André Uzêda

O Programa de Contenção de Encostas foi apresentado com carro-chefe do Governo do Estado em 2016 no combate aos impactos causados pelas chuvas. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), obras estão sendo realizadas desde março de 2015, em diferentes pontos da capital baiana, em áreas consideradas de risco alto ou muito alto. Os recursos foram captados com o Ministério das Cidades.

Até o momento, das 98 encostas previstas, 27 já foram concluídas e entregues aos moradores. Eram 19 no ano passado. Além disso, serviços complementares de urbanização, acessibilidade e microdrenagem completam o processo.

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Em novembro de 2016, como parte das obras em áreas com registros de desastres naturais que contam com recursos do Ministério da Integração Nacional, foi assinada a ordem de serviço para a contenção de uma encosta na Rua São José, no bairro da Liberdade, a maior realizada pelo Governo. O investimento previsto nesta intervenção é de R$ 20,2 milhões.

Também estão em andamento, conforme a Conder, obras na Rua da Represa, em Pirajá, e nas ruas Santa Clara, Dom Pedro I, Cajueiro, Joana Angélica e no Beco do Boi, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.

No total, o programa estadual contempla um investimento total da ordem de R$ 216 milhões, beneficiando aproximadamente 30 mil famílias com 107 obras de contenção de encostas em 47 bairros de Salvador e outros três de Candeias.

Já a prefeitura de Salvador informou que, desde 2013, primeiro ano da gestão de ACM Neto, 42 obras de contenção de encostas foram concluídas. Além destas, 12 estão em execução e 10 devem ter início em breve.

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Ainda segundo os dados oficiais, existe o planejamento para a execução de outras 25 obras semelhantes, mas estas ainda estão em fase de captação de recursos.

*Publicada originalmente às 6h

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