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Rival de Kannario, Chiclete sai em defesa do cantor sobre polêmica turnê no exterior

Rival de Kannario, Chiclete sai em defesa do cantor sobre polêmica turnê no exterior

Por Da redação.

Rival de Kannario, Chiclete sai em defesa do cantor sobre polêmica turnê no exteriorReprodução/ Instagram

O cantor Chiclete Ferreira é visto por uma parte do público como o grande rival de Igor Kannário. Por longos anos a dupla protagonizou diversas discussões e acusações que deixaram o mundo do pagode baiano bastante agitado. Agora, mais maduro, Chiclete não demonstra mais irritação em falar do ?Príncipe do Guetho?.

Na última quinta-feira (10/3), Igor Kannário surpreendeu os fãs ao anunciar que a partir do dia 18 de março dará início a sua carreira internacional, com uma inédita turnê na Europa. Sem ?rasgar sedas? e sempre fiel a sua forte personalidade, Chiclete comentou sobre o novo desafio do ?adversário musical? e sobre os comentários que invadiram a internet de que Kannário não tem público fora do Brasil.

Leia mais: VOA KANNARINHO, VOA: Príncipe do Guetho rompe barreira e anuncia turnê internacional; Primeiro show será na Suíça

?Eu não tenho o que falar. Todo mundo tem seu potencial. Existem muitos brasileiros morando lá fora e que mantém contato com o povo daqui. Se chegando lá tiver 10 pessoas para ouvi-lo, ele tem que buscar cativar essas 10 pessoas. O importante é não ligar para as críticas, as pessoas gostam de polemizar?, disse Chiclete em entrevista para o Aratu Online, na tarde desta terça-feira (15/3).

Além de Kannário, mais outras duas bandas de pagode estão com apresentações em países europeus confirmadas na agenda: Parangolé, liderada por Tony Salles e a banda Pagodart, que tem como vocalista Flavinho.

Sobre a ?invasão? do pagode em grandes potências como Itália, Portugal, Alemanha e Suíça, Chiclete não poupou palavras e afirmou que tudo não passa de uma ?balela? ? expressão usada para identificar uma afirmação desprovida de verdade, inventada para enganar.

?O pagode baiano não precisa de representante lá fora. Os cantores precisam olhar para o lugar de onde vieram. Deixar que o suor do trabalho espalhe seu potencial, sem precisar fazer pose com representantes políticos. Tudo isso é uma balela para manter a aparência, viver de imagem. Claro que aumenta a agenda e entrevista, mas tem que ter união entre nós. Todo mundo tem que ajudar todo mundo. Grandes bandas olharem para nós que estamos diariamente dentro das periferias. Muitos nos olham como lama, mas nós somos a pele do pagode?, desabafou cantor.

INFLUÊNCIAS NO PAGODE BAIANO

Quem acompanha o crescimento do pagode baiano percebe que os atuais grupos exibem um visual diferente das bandas mais tradicionais. Visivelmente influenciados por artistas do eixo Rio- São Paulo e até os norte-americanos, os novatos adotam figurinos voltados para o estilo Hip Hop e algumas vezes esportivo, como é o caso das desejadas camisetas de times de basquete.

Seguindo uma linha contraria a esse segmento, Chiclete mantém no guarda roupa artístico peças mais tradicionais. ?As roupas na minha época eram as calças de capoeiras, camisas. Eu continuo seguindo o meu caminho, não sou um cara de nenhum tipo de ostentação. A tendência sempre existiu e o pagode baiano é bem eclético. Tudo tem seu tempo e no geral essas influências ajudam, mas você não pode usar uma roupa só por usar, sem se identificar?, disse ele.

PREPARAÇÃO DE NOVO PROJETO

Preparando um novo CD, Chiclete revelou que o trabalho vai ser totalmente voltado para os fãs e que diferente dos álbuns lançados anteriormente, que sempre trazia em uma das faixas um hit já conhecido pelo público, o projeto será formado somente por composições inéditas.

?Eu quero que esse CD seja o melhor. Os fãs merecem o meu tempo. Eu não tenho palavras para descrever eles. São pessoas que deixam os seus afazeres para ouvir meu som, para me seguir, tirar fotos, pegar na mão. Eles que me deixam equilibrado e asseguram o sucesso?, contou ele.

Com uma humildade que pode ser vista sem muita dificuldade, Chiclete não se considera um artista e sim uma pessoa que busca reconhecimento e que administra os trabalhos nos palcos com outras atividades. ?Artista vive da imagem, contratos e aparições, se tornam inacessível ao público. Eu represento Salvador, a Bahia. Eu sou um amigo, fora dos palcos estou sempre em casa e buscando outros aprendizados e recursos como pai de família.?, falou.

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