Preta Gil sofre ataques racistas na web: “Atacaram minha cor e meu corpo”
Preta Gil sofre ataques racistas na web: “Atacaram minha cor e meu corpo”
Por Da redação.
Preta Gil disse nesta terça-feira (26/7) ter sido vítima de ataques racistas em sua página do Facebook. Segundo a cantora, os autores das ofensas agiram de forma organizada.
“Ontem fui atacada com diversas mensagens de ódio em minha página no Facebook. Uns atacaram minha cor, meu trabalho, meu corpo, outros tentando fazer piadas de péssimo gosto apenas para tentar me denegrir ou magoar. Eles assinaram todos os posts com uma # agiram em bando, são organizados e cruéis. Saibam que esse tipo de ataque só me fortalece, eu conheço o meu valor”, afirmou.
Em desabafo, a cantora declarou que quer justiça: “Estou cansada dessa impunidade, dessa onda de ódio, de gente que escreve o que quer para atacar a quem está quieto. Quero justiça!”.
“Não posso deixar de acreditar na vida, no valor do ser humano, na paz e em nossa raça humana que é uma só. Ilude-se quem acha que existem diferentes raças. Somos todos um só, queiram ou não queiram. Todos morreremos igual, não adianta nada atacar a opção sexual, o partido, o credo ou o time de futebol”, escreveu.
Filha de Gilberto Gil, ela falou do orgulho que sente de suas origens e que sempre precisou lidar com o preconceito – ressaltando exemplos de episódios que sofreu, relacionados a seu corpo e ao relacionamento com Rodrigo Godoy, que é 15 anos mais novo do que ela.
“Desde muito nova convivi com o preconceito de quem não aceitava ver filho de negro em uma escola particular, de quem não consegue aceitar que uma pessoa pode se chamar Preta”, afirmou. “Além do nome, sempre convivi com o fato de ser diferente aos olhos da maioria; de ser a filha do cantor, de não ter corpo de modelo de passarela, de meu cabelo ser liso, (sim acreditem tem gente que acha que eu aliso meu cabelo e com isso dizem que não aceito minha negritude) de mostrar meu corpo no meu CD, de casar com alguém mais novo e por aí vai”, continuou.
Outros casos
Preta Gil não é a única famosa a sofrer com esses ataques nas redes sociais. Recentemente, Taís Araújo, Sheron Menezes, Maria Julia Coutinho, Cris Vianna e Negra Li também sofreram com mensagens criminosas.
Em março, a Polícia Civil prendeu três homens que faziam parte de uma quadrilha que praticava crimes de ódio na internet e foram responsáveis pelos ataques direcionados à Taís Araújo. Eles foram soltos três dias depois após pedido do delegado Alessandro Thiers, para converter a prisão temporária dos réus em prisão preventiva.
Pela legislação, a prisão preventiva é cabível quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial ou quando o indiciado não tiver residência fixa. Já a prisão temporária tem um prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.
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