MÚSICA EM MOVIMENTO: Em sua segunda edição, Prêmio Caymmi indica artistas baianos em 22 categorias
MÚSICA EM MOVIMENTO: Em sua segunda edição, Prêmio Caymmi indica artistas baianos em 22 categorias
Por Da redação.
Resgatando o nome do antigo Troféu Caymmi, que de 1985 a 2007 representou um papel importante na música baiana, revelando nomes como os de Carlinhos Brown e Edson Gomes, a segunda edição do Prêmio Caymmi de Música quer celebrar a diversidade da canção contemporânea do estado, em todas as suas facetas.
Em cerimônia realizada no Teatro Gregório de Mattos, na tarde desta terça-feira (4/7), o evento, revitalizado pela ViaPress em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador, pôs os holofotes sobre 110 artistas baianos, indicando-os em 22 diferentes categorias, que dividirem-se entre Canção, Música Instrumental, Show e Videoclipe. Há espaço, inclusive, para profissionais técnicos de iluminação, direção e produção.
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“É uma experiência transformadora, quase de ebulição”, opina a cantora Juliana Ribeiro, indicada na categoria de Revelação, no último ano do antigo Troféu, e agora jurada do Prêmio. Com seus sete colegas membros do júri, a sambista foi aos shows de todos os artistas indicados, durante o Festival Caymmi, realizado nos últimos meses, em lugares como o Passeio Público e o Parque da cidade. “Tinham músicas que eu simplesmente não conseguia encaixar em uma categoria, como samba, rock, dance. Era algo novo, que não se podia rotular. E isso é fantástico.”
Dentre os indicados, despontam veteranos (como a compositora Flávia Wenceslau, indicada à Melhor Intérprete Feminino) e revelações (como a banda de berimbau e violão de sete cordas Duo BaVi, com apenas um ano e um mês de existência, indicada à Revelação) de artistas presentes nas casas de show, rodas de samba, casas noturnas e teatros da cidade. Uma das mais populares entre eles, Larissa Luz figura em seis categorias (dentre as quais Melhor Videoclipe, por ?Bonecas Pretas?, e Melhor Música com Letra, por ?Meu Sexo?), com sua música politizada e contemporânea.
“Nesse momento de crise, foi muito bonito ver a resistência deste grupo de artistas”, diz o cantor Alexandre Leão, vencedor do Troféu Caymmi por Melhor Disco em 1999 e colega de Juliana Ribeiro entre os jurados, referindo-se ao delicado momento que o mundo artístico vem passando. “Quanto mais a classe artística estiver mobilizada, mais a gente avança”, concordou o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, uma das principais apoiadoras da premiação.
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Alexandre Leão ainda destaca que um dos principais benefícios da premiação é que os artistas passam a montar suas apresentações pensando numa possibilidade de indicação, o que eleva a produção destes espetáculos, empregando mais profissionais e utilizando mais recursos que simplesmente um microfone e um violão. Além disso, no prêmio cujo nome presta homenagem ao maior dos intérpretes da Bahia ajuda na valorização dos artistas da terra. “Ouvi por aí que o Brasil é um dos poucos países que ouvem mais sua própria música do que a música americana. E o que escutamos entre os indicados do Prêmio é uma música de matriz essencialmente brasileira, totalmente baiana”, relata.
A revelação dos 22 vencedores vai acontecer no dia 11 de agosto, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O evento vai ter direção do encenador Márcio Meirelles.
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