Morre aos 42 anos o cantor Netto Araújo, ex-vocalista da Cavaleiros do Forró
O ex-vocalista da Cavaleiros do Forró passou mal em casa e, segundo pessoas próximas, foi vítima de um infarto fulminante
Por Bruna Castelo Branco.
O universo do forró está de luto. Morreu nesta quinta-feira (2), aos 42 anos, o cantor Netto Araújo, conhecido nacionalmente pela passagem pela banda Cavaleiros do Forró.
Nos últimos anos, o artista seguia a carreira como vocalista da Collo de Menina, grupo com o qual realizava apresentações em diversas cidades do Nordeste e de outras regiões do país.

Segundo informações divulgadas por pessoas próximas, Netto passou mal em casa e não resistiu. A causa da morte teria sido um infarto fulminante.
Dono de uma voz marcante e identificado com o forró romântico, o cantor construiu uma trajetória consolidada no gênero ao longo de mais de duas décadas. A passagem pela Cavaleiros do Forró ampliou sua projeção nacional, enquanto os trabalhos posteriores reforçaram seu espaço entre os nomes conhecidos da música nordestina.

A morte do artista provocou comoção entre fãs, amigos e colegas do meio musical, que passaram a prestar homenagens nas redes sociais.
Até a publicação desta reportagem, a família ainda não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento do cantor.
Risco de infarto aumenta às segundas-feiras
O risco de sofrer um infarto do miocárdio é 13% maior nas segundas-feiras, segundo pesquisa conduzida pelo Belfast Health and Social Care Trust e pelo Royal College of Surgeons, na Irlanda. Os dados analisaram 10.528 pacientes internados entre 2013 e 2018 na Irlanda e na Irlanda do Norte, todos diagnosticados com o tipo mais grave de ataque cardíaco: o infarto com elevação do segmento ST (STEMI), que ocorre quando uma artéria coronária é completamente bloqueada.
De acordo com os pesquisadores, houve um pico de ocorrências desse tipo de infarto no primeiro dia útil da semana. Entre as hipóteses para explicar a concentração dos casos às segundas-feiras está o aumento do estresse provocado pela retomada das atividades profissionais após o fim de semana.
"O mecanismo exato para essas variações é desconhecido, mas presumimos que tenha algo a ver com a forma como o ritmo circadiano afeta os hormônios circulantes que podem influenciar ataques cardíacos e derrames", afirmou, em comunicado, o cardiologista Jack Laffan, que liderou o estudo:
"É provável que seja devido ao estresse de voltar ao trabalho. O aumento do estresse leva ao aumento dos níveis do hormônio do estresse cortisol, que está associado a um maior risco de ataque cardíaco".
A alteração do ritmo circadiano — ciclo de sono e vigília — também já foi apontada por estudos anteriores como possível fator de risco.
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