Letícia Sabatella revela em rede social assédio sofrido na infância
Letícia Sabatella revela em rede social assédio sofrido na infância
Por Da redação.
Após vários comentários maldosos de com cunho sexual voltados para Valentina, 12 anos, participante do programa ?Master Chef Júnior? pipocarem nas redes sociais, ativistas feministas criaram a campanha #MeuPrimeiroAssédio, direcionada a relatos de jovens e mulheres que sofreram assédio sexual ainda na infância. A menina que participa do reality tem sofrido assédios constantes em redes sociais e os pais da garota estão preocupados.
Na manhã desta quarta-feira (28) a atriz Letícia Sabatella aderiu à campanha e publicou um relato em seu perfil no Facebook sobre o assédio que sofreu aos 12 anos quando voltava da escola para sua casa e foi abordada por um homem no meio do trajeto. Questionada sobre possíveis traumas a artista conta que não ficou traumatizada
Confira relato da atriz:
?Eu devia ter 12 anos. Voltava de ônibus da aula de Ballet, no Teatro Guaíra. Descia na rua da minha casa, umas duas grandes quadras antes, acostumada a esse caminho.
A rua deserta e larga , de calçadas largas, casas com jardins e portões distantes da rua, eu pela calçada, passarinhos e silêncio.
Um carro, um corcel vermelho, vinha pela rua ampla, reta e longa, parou à minha altura, eu na larga calçada mais próxima aos jardins das casas do que da rua, perguntou-me
“-Qual o nome dessa rua?”
-Raphael Papa.
-“Hein? Não consigo ouvir.”
Eu falei mais alto e, de algum modo ele fez com que eu me aproximasse do carro para que ele conseguisse “ouvir e entender” direito .
Foi então que percebi seus olhos verdes avermelhados e estatelados, um “pau gigantesco” em suas mãos, o olhar doente e pessimamente intencionado!
“-E aí, gostou do tamanho do pau?”
A rua deserta, ainda uma longa distância até minha casa.
Olhando fixamente em seus olhos, dei passos precisos, sem pressa, pra trás, peguei, sem tirar os olhos dos dele, um tijolo de um montinho de construção, atrás de mim e fiquei parada, pronta para o que viesse.
Ele ainda hesitou, antes de partir lentamente , seus olhos em mim, eu o vi descer a rua ao longe , virar o carro e ainda voltar na minha direção, passando novamente pelo ponto onde eu o ameaçava com meu olhar fixo em seus movimentos, o tijolo na mão.
Quando o vi desaparecer da minha vista, corri até minha casa, coração a mil, um nojo daquilo, a minha forma de medo.
A gratidão pelo tijolo da construção.
?#?meuprimeiroassedio?
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