Empreendedorismo familiar caracteriza a produção de licor no São João da Bahia
Empreendedorismo familiar caracteriza a produção de licor no São João da Bahia
Por Da redação.
A pouco mais de 120km da capital baiana e a 96km de distância da cidade de Cachoeira, conhecida pela tradicional fabricação de licores, a passagem da estrada de boiadas, conhecida pelas águas dos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, originada da Vila de Santo Antônio d?Alagoinhas, se tornou polo de indústrias cervejeiras, mas, em período de São João, não é a produção da bebida do malte que protagoniza a cena nos festejos do interior.
Alagoinhas se tornou alvo das principais indústrias de cerveja, mas quando o assunto é história, cultura, memória e, claro, tradição, o São João da cidade não nega: é o licor a bebida dos festejos juninos na Bahia.
Embora não concorra, em volume de produção, com o universo cervejeiro comercial, o licor continua sendo referência do ?festerê? tradicional e abre oportunidades para o empreendedorismo familiar no estado.
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Gente como Carlos Assis, que há cerca de 15 anos, apostando na empolgação e ideia do irmão, juntou a família e começou a própria produção de licor por aqui. O nome para o pontapé inicial, assim como a inspiração, tem raiz nordestina: Dona Célia, pernambucana, ?retada? na vida. A mãe havia falecido e os filhos quiseram prestar a homenagem. Se deu certo? Mais que isso. Virou rótulo da bebida. ?Tinha aquele amor, aquele carinho todo. E meu irmão é muito assim, ele gosta de inventar. Aí ele inventou esse licor, que é muito bom, e falou ?vamos colocar o nome de mainha?. Aí foi quando ficou ?Licor Vocélia?, porque ela já era vozinha, entendeu? Aí a gente pegou o ?vó? e o nome dela, Célia. Ficou uma mistura assim e ficou legal. Agora todo mundo já sabe?, explicou Carlos Assis.
O licor Vocélia é feito atualmente em produção industrial, no Parque da Jaqueira e, neste São João, a variedade de sabores comercializados inclui tangerina, jenipapo, tamarindo, maracujá normal, maracujá cremoso e amendoim.

Foto: Ana Maria Simono/Foca no Boteco
?Hoje em dia, na nossa empresa, é tudo industrial. A gente trabalha muito pouco com a mão. Nossos tanques de conserva de licor são todos em máquina, já é uma fábrica mesmo. Começou mais caseiro. Mas foi passando os anos, foi crescendo. É uma base de 15 anos que trabalhamos com isso. No período de festejos juninos, a gente entrega mais de 4 mil caixas, inclusive para redes de mercados, e também para outros estados, como Recife, Aracaju?, pontuou o empreendedor.
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O diferencial que garantiu o crescimento do negócio, segundo Carlos Assis, é a qualidade do produto. ?A gente trabalha com álcool de cereais. Tem alguns licores que são feitos com cachaça e o nosso álcool é mais suave?, garante ele.
Cremoso ou tradicional, suave ou encorpado, o nome ?Vocélia? saiu da casa de Carlos, no interior da Bahia, e ocupou a prateleira dos supermercados, animou o festerê, preparou o esquenta para o São João. Em Alagoinhas, a bebida típica é comercializada, desde sexta-feira (22), em uma barraquinha personalizada no circuito oficial da festa, que acontece na Avenida Joseph Wagner, a um preço médio de…Leia mais
*Publicado originalmente em 24/6 às 17h44
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