Taxa de trabalho informal alcança mais de 50% na Bahia, diz levantamento

Pessoas em alguma ocupação atingiram 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado no estado

Por Victor Souza.

Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apontou que  o trabalho informal chegou a 52,8% da população ocupada em 2025 na Bahia. A taxa ficou acima do registrado em 2024, mesmo ainda figurando como a terceira menor da série histórica. 

Foto: Thuane Maria/GOVBA

No entanto, o estado encerrou no ano passado com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Segundo o levantamento, a taxa anual de desocupação caiu para 8,7%, recuo em relação aos 10,8% registrados em 2024 e o quarto ano consecutivo de queda, sequência inédita no estado.

Pessoas em alguma ocupação atingiram 6.511 milhões em 2025, o maior contingente já registrado no estado. Conforme a entidade, o crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional, enquanto o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, também o menor da série histórica. Foi obtida também uma redução no desalento, que chegou a 500 mil pessoas, menor nível desde 2015.

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, explicou os motivos que podem ter influenciado a menor taxa. 

“Esse resultado é esforço de um trabalho em equipe liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que tem buscado atrair investimentos com a instalação de novas empresas, fortalecendo as já existentes, além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, disse.

No campo da renda, os dados também apontam crescimento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 2.284, maior valor desde 2020, enquanto a massa de rendimento atingiu R$ 14,587 bilhões, recorde da série. O diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, apontou que o cenário evidencia a consolidação da recuperação econômica. 

“A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, considerou.

Empregos em Salvador 

A capital da Bahia se firmou sua posição como principal geradora de empregos formais no Nordeste. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29), o município registrou a criação de 5.616 novas vagas com carteira assinada apenas no mês de março de 2026.

Com esse resultado, a capital baiana alcança um marco histórico de 707.188 postos de trabalho ativos. No ranking nacional, Salvador ocupa a quinta posição, ficando atrás apenas de São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.

O levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego indica uma trajetória de crescimento contínuo no mercado de trabalho soteropolitano. Somente no primeiro trimestre deste ano, foram gerados 10.211 novos empregos formais. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o saldo positivo chega a 26.571 admissões.

O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de serviços, responsável por 9.031 novas vagas. Dentro desse segmento, a área administrativa liderou as contratações, com 5.681 postos, seguida pelos setores de saúde, com 1.848 vagas, e educação, com 1.276 oportunidades. A construção civil também apresentou resultados expressivos, com a criação de 2.831 empregos no período.

Carteira De Trabalho

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