Brasil ultrapassa Itália e Rússia para voltar ao top 8 das maiores economias do mundo
Projeção do FMI aponta que PIB brasileiro deve atingir US$ 2,8 trilhões nos próximos anos
Por Isabela Cardoso.
A economia brasileira deve avançar no cenário internacional e alcançar o posto de oitava maior do mundo a partir do próximo ano. De acordo com as projeções do relatório Perspectivas da Economia Mundial, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingirá a marca de US$ 2,80 trilhões (cerca de R$ 14,65 trilhões).
Com essa estimativa para 2027, o Brasil deixará para trás economias como Itália e Rússia. No ciclo de 2026, o país figura na décima colocação do ranking global, apresentando um PIB de US$ 2,655 trilhões.
Projeções globais e histórico brasileiro
Segundo os dados da instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, a liderança do ranking permanece com os Estados Unidos, seguidos pela China. A projeção do FMI sinaliza que o Brasil deve sustentar a oitava posição até 2031, horizonte final analisado no estudo.
O país esteve na oitava colocação pela última vez em 2017. O ápice histórico do Brasil na listagem ocorreu em 1995 e entre os anos de 2010 e 2014, quando chegou a ocupar o sétimo lugar.
Confira a estimativa do Top 10 das maiores economias para 2027:
- Estados Unidos: US$ 34,44 trilhões
- China: US$ 22,94 trilhões
- Alemanha: US$ 5,66 trilhões
- Índia: US$ 4,52 trilhões
- Reino Unido: US$ 4,49 trilhões
- Japão: US$ 4,47 trilhões
- França: US$ 3,65 trilhões
- Brasil: US$ 2,80 trilhões
- Itália: US$ 2,77 trilhões
- Rússia: US$ 2,68 trilhões
Entre os principais destaques da análise do FMI está o avanço da Índia, que salta da sexta para a quarta posição ao ultrapassar o Reino Unido e o Japão. Até 2031, a expectativa é de que a economia indiana assuma o terceiro lugar, hoje ocupado pela Alemanha.
Entenda o conceito e a medição do PIB
O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma localidade durante um determinado período. O indicador é utilizado para monitorar o comportamento econômico regional e estabelecer comparações entre nações.
O cálculo baseia-se em levantamentos de setores como indústria, comércio e serviços, utilizando os preços finais pagos pelo consumidor, o que inclui a carga tributária incidente. Para evitar duplicidade de valores na contagem, como o trigo e a farinha usados no preço final do pão, contabilizam-se apenas os produtos finais.
Embora o indicador meça a dimensão da atividade econômica, o PIB não reflete indicadores sociais como a distribuição de renda ou o nível de qualidade de vida da população.
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