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Bahia lidera participação do Nordeste no mercado de produtos digitais; confira salários

Estado concentra 2,95% dos profissionais do setor no país, maior percentual da série histórica

Por Isabela Cardoso.

A Bahia alcançou, em 2026, sua maior participação no mercado brasileiro de produtos digitais desde o início da série histórica da pesquisa Panorama do Mercado de Produto, da PM3, da escola do Grupo Alun focada em Produtos Digitais. O estado representa 2,95% dos profissionais do setor no país, liderando entre os estados do Nordeste, segunda a sétima edição do levantamento.

Trabalhadores De Mercado Digital

O percentual baiano quase triplicou em relação a 2025, quando o estado concentrou 1,18% dos profissionais pesquisados. O avanço ocorre em um cenário de maior distribuição geográfica do mercado de produtos digitais no Brasil, com redução da concentração em São Paulo.

Bahia registra recorde de participação do setor

Os dados mostram uma trajetória de oscilações na participação da Bahia ao longo dos últimos anos. Em 2020, o estado representava 2,65% dos profissionais de produtos digitais. O índice caiu para 1,59% em 2021 e chegou a 1,15% em 2023, antes de voltar a crescer.

Em 2024, a participação baiana era de 1,73%. No ano seguinte, você recuou para 1,18%, até atingir 2,95% em 2026, o maior percentual registrado no período analisado.

O resultado coloca a Bahia à frente de outros estados nordestinos incluídos na tabela, como Ceará, que representa 2,18% em 2026, e Pernambuco, com 1,75%.

De acordo com a pesquisa, o Nordeste passou a concentrar quase 10% do mercado brasileiro de produtos digitais. No mesmo período, São Paulo, principal polo do setor, caiu de 52,39% em 2025 para 48,10% em 2026, ficando abaixo da metade dos profissionais pela primeira vez na série histórica.

Representação De Profissionais Por Estado

Salários na Bahia: faixa de R$ 2 mil a R$ 5 mil concentração profissional

Na Bahia, a faixa salarial de R$ 2 mil a R$ 5 mil mensais é a que reúne a maior proporção de profissionais que trabalham com digital, conforme os dados salariais apresentados no levantamento.

Na distribuição por estado e faixa de salários, 27,54% dos profissionais baianos estão na faixa de R$ 2 mil a R$ 5 mil. O percentual é o maior entre as faixas salariais apresentadas para a Bahia.

Nas faixas seguintes, a participação diminuiu: 17,39% recebem entre R$ 5 mil e R$ 8 mil; 10,14%, entre R$ 8.001 e R$ 10 mil; 11,59%, entre R$ 10.001 e R$ 12 mil; e 10,14%, entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Entre os profissionais com remunerações mais altas, 15,94% estão na faixa de R$ 15.001 a R$ 20 mil, enquanto 7,25% recebem entre R$ 21 mil e R$ 30 mil. Na faixa acima de R$ 30 mil, o levantamento registra 0% para a Bahia.

Faixa Salarial Por Estado

Trabalho remoto predominante entre profissionais do Nordeste

O trabalho remoto é o regime mais comum entre os profissionais de produtos digitais do Nordeste, de acordo com a pesquisa da PM3. Na região, 68,83% trabalham 100% remotamente, enquanto 14,72% atuam presencialmente.

O modelo híbrido com presença no escritório de uma a duas vezes por semana representa 11,26% dos profissionais nordestinos. Já o regime híbrido com três ou mais dias presenciais por semana corresponde a 5,19%.

Os números mostram que o trabalho remoto predomina na região em comparação com os demais regimes analisados. No Sudeste, por exemplo, 44,69% trabalham totalmente a distância, enquanto 28,87% adotam o modelo híbrido com uma ou duas idas semanasis ao escritório.

No Sul, o trabalho remoto representa 58,55%. No Centro-Oeste, o percentual é de 48,28%. Entre os profissionais que vivem no exterior, 75% trabalham remotamente, maior proporção entre as regiões e localidades apresentadas na tabela.

Modelo De Trabalho Que Mais Se Destaca Por Região

Mercado nacional tem salário médio de R$ 13 mil

No cenário brasileiro, a pesquisa da PM3 aponta salário médio de R$ 13.011,33 para profissionais de produtos digitais. Mais de 30% dos entrevistados recebem acima de R$ 15 mil por mês.

A remuneração varia de acordo com o nível de atuação. Entre os profissionais em cargas de Chefe de Produto, 50% recebem mais de R$ 21 mil mensais. O percentual chega a 53,57% na gestão e a 75,76% nas cargas de diretoria e C-Level, que dirigem às posições executivas de maior posição.

O levantamento também aponta mudanças no perfil de carreira. A maior parcela dos investidores, 35%, pretende crescer na carga atual. A busca por uma trajetória de especialista aparece com 13,9%, percentual próximo dos 13,6% que planejam avanço para posições formais de liderança.

Pesquisa aponta amadurecimento do mercado de produtos digitais

A sétima edição do Panorama do Mercado de Produto arrecadou mais de 2,3 mil brasileiros em todo o país. Segundo o estudo, 84,8% dos profissionais têm entre 25 e 44 anos, enquanto 62,3% acumulam de três a dez anos de experiência na área.

O ingresso direto no setor também aumentou: passou de 4,74% para 8,13% em 2026, embora a migração de carreira continue sendo uma das formas de entrada no mercado.

Para Raphael Farinazzo, CEO da PM3, o setor vive uma fase de maior especialização técnica e aprofundamento de conhecimentos. “Não vemos mais aquela corrida desordenada por migração, mas sim uma busca consciente por especialização técnica e visão de negócio”, afirma.

A pesquisa também prevê mudanças no perfil demográfico do setor. As mulheres representam 54,5% da força de trabalho e são maioria em oito dos nove principais cargos analisados. Apesar disso, os homens ocupam 88% dos cargos de diretoria e C-Level. A participação de profissionais negros, pretos e pardos subiu de 21,7% para 29,9% em três anos.

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