Cliente acusa segurança de racismo após ouvir que deveria sair de shopping em Salvador
Segundo a vítima, no momento em que tudo aconteceu, haviam dois advogados na mesa ao lado que informaram a ela que tudo aquilo seria um crime.
Uma vendedora ambulante esteve ao vivo nesta terça-feira (22/11), no programa Cidade Aratu, da TV Aratu, para fazer uma denúncia a respeito de um segurança do Shopping Cajazeiras, que teria sido racista e lhe mandado sair do estabelecimento assim que sentou para fazer um lanche.
Na ocasião, a vendedora de abará, identificada como Ana Paula, disse que a maioria das suas vendas estão concentradas no bairro de Cajazeiras, mas que essa foi a primeira vez que ela entrou no estabelecimento e foi ao cartório, pois irá casar.
Em seguida, Paula decidiu fazer um lanche e sentou na praça de alimentação. Foi nesse momento, então, que um segurança teria se aproximado e comunicado que ela não podia estar no local.
"Ele disse que eu não podia comer ali por conta de uma quentinha, que estava na minha mão na hora que eu estava comendo. Porém, eu estava comendo o lanche do próprio estabelecimento que eu comprei", iniciou, dizendo, ainda, que estava extremamente abalada com tudo que aconteceu.
Ainda segundo a vítima, no momento em que tudo aconteceu, haviam dois advogados, que se manifestaram e informaram a ela que tudo aquilo seria um crime.
"Sai de lá muito abalada e com dor. Até agora estou buscando forças, porque preciso que a minha cor seja vista da forma certa! Nós temos direito, sim, de ir e vir e entrar em qualquer lugar. Eu senti e vi que foi, sim, racismo, porque desde a hora que eu entrei no shopping ele já estava com o rádio. Ele viu que eu comprei! Eu tinha o direito de estar ali, mas ele me disse que eu não podia usar o espaço para comer", acrescentou.
Os profissionais da mesa ao lado orientaram a vítima. "Dois advogados e uma moça, que estava comendo, falaram comigo para eu sair de lá e tomar as providências. Ele vai ter que pagar pelo que fez", concluiu.
A vereadora Ireuda, Presidente da Câmera de Reparação da Câmera Municipal de Salvador, está acompanhando o caso da vendedora de Abará. "Eu recebi o vídeo onde ela [Ana Paula] chorava muito e estava descompensada, totalmente abatida. As pessoas que enviaram o vídeo me pediram ajuda, porque ela foi, prestou queixa, mas ela não foi ouvida, a princípio. O racismo, está intrínseco na sociedade, que não presta nenhum auxílio às vítimas. É praticado diariamente, a todo instante você é vítima dessa crueldade. Então, eu procurei o Dr. Lucas Gabriel [advogado] e estou dando suporte a essa mulher [...] Nós queremos solução!", afirmou Ireuda.
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