Na estreia do Campeonato Baiano, nesta última quarta-feira (17/2), o Vitória ficou só no empate (3x3) com o Unirb. O resultado ficou aquém do esperado, mas, em campo, o torcedor rubro-negro pôde ver uma tendência que o clube espera manter em 2021: a presença de jogadores da base. Para se ter uma ideia, do total de 24 jogadores relacionados para a partida de ontem, 16 atletas — cerca de 66,6% da lista — são 'crias' da Toca do Leão. 

Ao todo, o Rubro-Negro conta com 34 peças no elenco, sendo 19 jogadores formados no clube. Além de algumas figurinhas já conhecidas desde a Série B do ano passado, como o goleiro Yuri, o zagueiro Wallace, o meia Eduardo, entre muitos outros, a relação do técnico Rodrigo Chagas ainda possui algumas caras ‘novas’, a exemplo do zagueiro Marco Antônio, os volantes Paulo Victor, Figueiredo, Maykon Douglas e o atacante David.

Passando por dificuldades financeiras, a diretoria do Leão aposta na fórmula para, quem sabe, faturar o penta da Copa do Nordeste - que terá transmissão da TV Aratu. O Rubro-negro faz sua estreia no certame interestadual, no dia 27, contra o Santa Cruz. 

'Knowhow' a atual direção rubro-negra já mostou que tem. O Vitória deslanchou no cenário nacional a partir dos anos 1990 com a 'Fábrica de Talentos', como ficou conhecida a base rubro-negra. O atual presidente do clube, que também comandava o time à época, falou sobre este cenário durante o período de eleições no Leão, em 2019, em debate promovido pelo Grupo Aratu. "Antes dos anos 90, o trabalho de base no Brasil era pequeno. Tinham uns seis clubes que faziam algo organizado. Cruzeiro, Ponte Preta, Flamengo, Vasco, Matsubara-PR. Dos grandes paulistas, só o São Paulo”, citou Paulo Carneiro.

Daquela equipe, o goleiro Dida, o volante Vampeta, o meia Paulo Isidoro e o atacante Alex Alves foram exemplos. Os jovens atletas rendearam receitas e títulos inéditos a um clube que já era quase centenário.

O Aratu On conversou com um deles, o ex-volante Vampeta. O baiano de Nazaré das Farinhas ressaltou a importância de tal ação, principalmente, pelo momento de crise financeira vivida no país. "São poucos hoje em dia, clubes que têm 'bala na agulha' pra contratar reforços. Então, é cada vez mais importante e, é claro, uma tendência de fortalecimento das bases do time. O Vitória sempre foi um clube formador de grandes nomes e espero que volte a formar mais e mais atletas este ano", disse o pentacampeão mundial com a seleção brasileira. 

REFORÇOS

A exatos nove dias da estreia na Copa do Nordeste 2021, o Vitória anunciou apenas um refoço. Trata-se do volante João Pedro, de 21 anos. Natural de Diadema, São Paulo, o jogador, de 1,82m,  já vinha treinando na Toca do Leão e assinou com o clube por empréstimo até o final da temporada. Antes de desembarcar em Salvador, ele vestia a camisa da Portuguesa Santista.

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