O Atlético-MG sentou no banco dos réus na Terceira Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) nesta última quinta-feira (21/11) e acabou punido por conta dos incidentes do clássico no Mineirão, disputados no último dia 10. O Galo foi punido em primeira instância com perda de um mando de campo, além de pagar uma multa de R$ 130 mil, sendo R$ 100 mil pelas desordens do clássico e R$ 30 mil por injúria racial.

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Na ocasição, torcedores do Galo praticaram injúria racial contra o segurança Fábio Coutinho. O advogado do Atlético, Lucas Ottoni, chegou a declarar que não teria "cara de pau" para negar as palavras proferidas pelos torcedores, e assim defendeu o Galo:

"Não tenho cara de pau negar isso (que falou 'olha sua cor')... Quero dizer que o ato dos irmãos é repugnante, reprovável, punível e o clube excluiu ambos do quadro de sócios. Estamos aqui para tratar do espetáculo. O fato não tem relação direta com a partida. Injúria absolutamente dissociada do espetáculo. Não quero que passe em brancas nuvens ou só com a exclusão, mas indago se esse caso é de competência da Justiça Desportiva? Bate-boca entre torcedores e um segurança por causa de uma saída de emergência. Que o clube seja absolvido ou punido apenas com multa". 

VÍDEO:

Em nota, o Atlético se posicionou sobre as punições, declarando que considerou injusta a decisão sobre a injúria racial. 

"O Atlético entende que a punição pela injúria foi injusta, pois os autores foram identificados, encaminhados à Polícia, bem como excluídos do quadro de sócios do clube. Em relação aos tumultos, entendemos que cabe ao clube mandante providenciar as condições de segurança no estádio, além de imagens e autoridades policiais terem reconhecido que o início do tumulto ocorreu após um torcedor do adversário ter arremessado um objeto (garrafa ou balde) em direção à torcida do GALO. Sem contar que o clube mandante não apresentou número suficiente de seguranças para o grau de exigência do espetáculo".

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