O Palácio do Planalto decretou sigilo de até cem anos ao cartão de vacinação do presidente Jair Bolsonaro e a qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele tenha recebido. A decisão foi informada nesta sexta-feira (8/1). 

Ao negar o envio das respostas, o Planalto alegou que os dados "dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem" do presidente, e impôs um sigilo de até um século ao material.

Bolsonaro tem atacado as vacinas contra Covid-19 e já disse que não vai se imunizar. Ele teve a doença em julho do ano passado. Mesmo com mais de 200 mil mortes no país, o presidente tem minimizado a pandemia e culpado a imprensa pela dimensão dada à tragédia. Especula-se que a medida serviria para que o presidente pudesse ser imunizado contra a doença em segredo. 

"Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: 'Nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um chimpan..., um jacaré, é problema seu", disse, em dezembro do ano passado.

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