O Instituto Butantan informou nesta terça-feira (12/1) que a vacina Coronavac tem eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O número difere dos 78% de eficácia anunciados anteriormente, mas, de acordo com a Folha de S. Paulo, esse número é fruto de um estudo diferente que avalia outros paramêtros.

Dessa vez, foram incluidas pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e não tiveram sintomas que necessitaram de atenção no estudo de fase 3 comandado pelo Butantan no Brasil, no qual a vacina de origem chinesa foi testada num grupo de 13.060 voluntários. ​Foram infectadas ao longo do ensaio, iniciado em julho, 218 pessoas. Dessas, cerca de 160 tinham recebido placebo e 60, a Coronavac.

COMPARAÇÃO

A vacina da Pfizer-BioNTech, por exemplo, há 95% de eficácia geral apontada. Porém, de acordo com a reportagem, houve 162 infectados entre quem tomou placebo e apenas oito entre vacinados, entre 44 mil voluntários. Só que o relatório da FDA (espécie de Anvisa americana) aponta a exclusão de 3.410 pessoas que sofreram sintomas de Covid-19, mas não foram testados.

Em resuno, se todos fossem casos de Covid-19, o que é improvável, isso derrubaria a eficácia geral para 19% (com todos os suspeitos) ou 29% (excluindo os casos que ocorreram nos primeiros sete dias da vacinação, que podem incluir reações ao imunizante). A diferença aqui é que a Pfizer fez uma publicação detalhada de seus dados, enquanto não há ainda uma do Butantan.

Na indonésia, o estudo com a coronavac apontou 65% de eficácia geral, enquanto o estudo turco revelou 91% de eficácia, ambos completamente diferente das pesquisas brasileiras, algo natural dado que eles não foram aplicados à mesma população. 

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