A uma semana do fim do mandato, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos começou a votar nesta quarta-feira (13/1), o segundo processo de impeachment contra Donald Trump. Se aprovado, ele deve seguir para o Senado, onde o presidente foi inocentado na primeira vez, com 52 votos contrários e 48 a favor em relação à acusação de abuso de poder, e 53 a 47 quanto à obstrução do Congresso.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o processo de impeachment dificilmente deve conseguir tirar Trump do cargo antes do fim de seu mandato, na próxima quarta-feira (20/1). Porém, como nos EUA ele prevê, também, que o réu não volte a ocupar cargos federais, o objetivo é impedir que ele concorra novamente à Presidência.

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A iniciativa é liderada pela bancada democrata, com base no discurso de incitação à insurreição e à violência que motivou a invasão do Congresso americano na semana passada por uma multidão de apoiadores de Trump. Cinco pessoas morreram durante o episódio, mas o presidente não manifestou qualquer arrependimento por ter insuflado seus seguidores a "lutarem para valer" horas antes da garantia de certificação da vitória do democrata Joe Biden. Pelo contrário, Trump afirma que seu discurso foi "totalmente apropriado".

Ainda de acordo com a reportagem, a aprovação do pedido de afastamento na Câmara é dada como certa, pois os democratas possuem maioria na Casa: eles têm 222 representantes, de um total de 435. Em seguida, o processo seguirá para o Senado, onde, assim que todos os eleitos no último pleito tomarem posse, serão 50 republicanos e 50 democratas.

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