O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, viajou a Manaus na noite deste sábado (23/1), sem voo de volta.Em nota, o Ministério da Saúde informou que o titular da pasta "não tem voo de volta a Brasília" e que "ficará no Amazonas o tempo que for necessário". A viagem foi feita logo após o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitar a abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro em relação ao colapso da saúde pública na capital amazoense. 

A solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) cita o documento "Relatório parcial de ações - 6 a 16 de janeiro de 2021", no qual o ministro informa que sua pasta teve conhecimento da falta de oxigênio no dia 8, por meio da empresa White Martins, fornecedora do produto. O Ministério da Saúde iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.

"Considerando que a possível intempestividade nas ações do representado [Eduardo Pazuello], o qual tinha dever legal e possibilidade de agir para mitigar os resultados, pode caracterizar omissão passível de responsabilização cível, administrativa e/ou criminal, impõe-se o aprofundamento das investigações a fim de se obter elementos informativos robustos para a deflagração de eventual ação judicial", diz um trecho do documento. 

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