Nesta quarta-feira (6/1), o Congresso americano ieá confirmar a vitória de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos, mas Donald Trump ainda não perdeu as esperanças. Poucas horas antes, segundo a Folha de São Paulo, ele fez um comício a milhares de pessoas em Washington, onde pediu que o vice-presidente, Mike Pence, rejeite os votos dos delegados, algo que ele não tem poder legal para fazer.

"Tudo o que ele [Pence] tem que fazer é mandar os votos de volta aos estados, para que sejam recertificados. E eu me tornarei presidente [...] Isso não exige coragem. O que exige coragem é não fazer nada", reclamou. Nesta sessão, que se iniciou às 15h (horário de Brasília), os votos dos delegados serão abertos e lidos por Pence, mas o vice apenas comandará a cerimônia por ser também presidente do Senado, sem poder mudar o andamento da sessão por conta própria.

Pouco depois, o perfil do grupo Anonymous, no Twitter, compartilhou vídeos do que seriam manifestantes pró-Trump tentando entrar no Congresso. "Os partidários de Trump e a polícia continuam a entrar em conflito, enquanto outros milhares se dirigem ao edifício do Capitólio. Leais a Trump jogam spray de pimenta e dão socos na polícia da capital", twitaram.

O evento ocorrido antes da sessão, chamado de "Marcha Salve a América", reuniu uma multidão de apoiadores de várias partes do país. "Você não concede [a derrota] quando há roubo envolvido. Nosso país teve o suficiente, e não vamos mais aguentar isso", ameaçou Trump. Houve pouco distanciamento social e nem todos usavam máscaras, segundo a CNN. 

OFICIAL

O evento será uma sessão conjunta para somar os votos dos delegados do Colégio Eleitoral, apenas como um rito padrão para declarar oficialmente Joe Biden como vencedor da eleição presidencial, por 306 a 232 votos. A cerimônia é um momento simbólico, pois os votos dos delegados já foram contados, certificados e anunciados pelos estados, em 14 de dezembro. Ele tomará posse em 20 de janeiro.

Para rejeitar votos dos delegados, é preciso de aprovação por maioria na Câmara e no Senado. Como os democratas possuem a maioria na Câmara, é praticamente impossível que uma manobra do tipo seja aprovada. Segundo o jornal paulista, mesmo assim, ao menos 11 senadores republicanos já afirmaram que recorrerão ao dispositivo.

Desde 1887, quando o código eleitoral atual entrou em vigor, o Congresso nunca aprovou a revogação dos votos dos delegados. Houve tentativas em 1969 e em 2005, mas ambas foram rejeitadas.

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