Acompanhado de dois advogados, o suspeito de ser o mandante da morte da professora Priscila Rebeca Oliveira, 37 anos, identificado como Hugo Leonardo Gonçalves da Silva, 31 anos, apresentou-se à polícia na tarde desta sexta-feira (8/2) e prestou depoimento na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil*, ele estava com um mandado de prisão temporária em aberto, cumprido pela delegada Ana Cristina Carvalho, titular da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), que investiga o crime.

Hugo permanece à disposição da Justiça. Agora, as investigações prosseguem para identificar e localizar o autor do disparo. Familiares e amigos da vítima também já foram ouvidos no DHPP.

DEFESA

Em entrevista ao AN, da TV Aratu, o advogado de Hugo, Renan Santana, falou que por se tratar de investigação de um crime qualificado por feminicídio, a prisão temporária poderia ser de 30 dias, mas o juiz decidiu manter, inicialmente, por cinco dias, por “falta de provas concretas”.

“Trata-se de uma prisão temporária de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, a depender da necessidade das investigações ou requerimento da autoridade policial. Se o juiz ou competente entender que há motivos suficientes para a manutenção dessa prisão, pode prorrogar”,  explicou.

Santana disse, ainda, que o suspeito de encomendar o crime nunca negou a paternidade e “chegou a ajudar” comprando berço e roupas para a menina. “[Hugo] deixou claro, no depoimento, que se a autoria da paternidade fosse dele, iria registrar a criança”.

FAMÍLIA DA VÍTIMA

Os familiares reiteram que o ex-companheiro de Priscila é o pai da recém-nascida e também o principal suspeito, pois já vinha agredindo e ameaçando a professora.

O CASO

Priscila estava dentro de casa quando, na noite da última terça-feira (5/2), foi surpreendida pelo atirador, que a atingiu com um disparo na cabeça, por volta das 21h. Ela estava na janela. A morte, porém, foi confirmada na manhã de quarta-feira (6/2). Na residência também estavam sua mãe, irmão e as duas filhas, uma de 10 anos e a outra de dois meses.

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À equipe de reportagem da TV Aratu, o irmão da vítima, Pablo Oliveira, afirmou que a irmã foi ameaçada por seu ex-companheiro, pai da sua filha caçula, com quem se relacionou por aproximadamente dois anos. Ele não aceitava o fato de Priscila tê-lo colocado na Justiça para resolver a situação da pensão da criança.

Pablo disse, ainda, que a irmã foi agredida algumas vezes pelo ex-companheiro, mas não o denunciou, na época.

SONHO INTERROMPIDO

Nesta quarta-feira (6/2), a professora, que já trabalhava na área infantil, inauguraria sua própria escola, para crianças de até cinco anos, como sonhava. Contudo, por volta das 21h dessa terça, ela foi atingida com o disparo na cabeça, dentro de casa.

*Texto atualizado às 19h07

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