Que atire a primeira pedra quem nunca ficou nostálgico em um ensaio de Gerônimo, no Largo Pedro Archanjo; quem não tem vontade de gruvar ao som do ÀTTØØXXÁ, no Largo Tereza Batista, ou, simplesmente, quem não ama andar pelas ruas do Pelô com direito a uma parada para curtir o pôr do Sol, em meio à singularidade dos seus casarões, igrejas, museus, bares e restaurantes!

A energia do Centro Histórico de Salvador sempre foi fora da curva, mas a requalificação dos largos, feita pelo Governo do Estado, tem proporcionado momentos, ainda, mais especiais e seguros, aos frequentadores do local. Tudo isso, atendendo, às recomendações do Corpo de Bombeiros, como explica o arquiteto responsável pela fiscalização das obras, Fernando Caldeira.

“A reforma foi por questão de segurança, com foco no combate a incêndio e pânico”, enfatiza. “Foram criadas rotas de fuga, em caso de incêndio, instalados equipamentos como extintores, placas de sinalização fotoluminescentes, corrimões, guarda-corpos, refletores, grades de proteção, entre outros”.

Além disso, houve a troca dos pisos – que agora são industriais de alta resistência -, reforma nas instalações hidráulicas e elétricas e, não menos importante, o trabalho de paisagismo. Cerca de 40 casarões que rodeiam os largos foram pintados, o que melhora a estética do local.

“Não deixa de ser uma modernização, porque desde os anos 1990 que os largos não passavam por melhorias. Consequentemente, a capacidade do público aumentou, assim como o conforto para quem frequenta”, conclui Caldeira.

As intervenções, entregues oficialmente pelo Governo do Estado no dia 4 de dezembro de 2017 – data em que se comemora o Dia de Santa Bárbara -, fazem com que cada vez mais baianos e turistas visitem o Centro Histórico. Nesta época de verão, inclusive, não faltam shows e programações diversas, como uma roda de capoeira itinerante que ocorre a cada quinta-feira, das 10h às 15h.

O Largo Tereza Batista é cenário de grandes atrações nas noites do Pelourinho. Foto: divulgação/GOVBA

INVESTIMENTO

Junto com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), responsável pela administração dos largos, investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão nas obras. Mais de 50 operários participaram dos trabalhos de limpeza geral, desmontagens de estruturas antigas e reparos gerais.

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