Quem é que sobe a ladeira do Curuzu? Um bom baiano, certamente, responderá que é o Ilê Aiyê. Mas no Pelourinho uma das coisas mais lindas de se ver é a independência das pessoas com deficiência física, subindo as inclinações do Centro Histórico.

Isto só é possível graças ao projeto Pelô Acessível, programa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), em execução pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), que implantou um circuito de 1,3 km de extensão de intervenções de melhoria do acesso de baianos e turistas com deficiência ou mobilidade reduzida ao Pelourinho.

Inicialmente, é realizada a requalificação das calçadas que passaram de 40 centímetros para 1,50m com melhorias na acessibilidade, para depois ser feita a pavimentação em paralelo ou asfalto. Os serviços já foram concluídos em 209 ruas e em 20 estão em andamento. O investimento foi de R$ 124 milhões e compreende um circuito de 1,3 km de extensão, iniciando no Cruzeiro do São Francisco.

O superintendente dos Direitos das Pessoas com Deficiência da SJDHDS, Alexandre Baroni, que também é cadeirante, relembrou o objetivo principal do programa e se orgulha da secretaria ter cumprido com êxito. Desde o início nós buscamos integrar o projeto ao Pelourinho como ele é, sem mudar sua essência e hoje nós temos certeza de que conseguimos porque as pessoas passam por lá e não percebem a ampliação das calçadas, nem as rampas. A requalificação não interferiu, só somou mesmo!.

ACESSÍVEL DE VERDADE

Além da instalação de rampas na Fundação Casa de Jorge Amado e no Museu da Cidade, também foram alargadas as calçadas ao longo da Rua Gregório de Matos, que contornam o alto do Largo do Pelourinho, seguindo pela Rua Alfredo de Brito e terminando no Terreiro de Jesus. Mais recentemente, as ruas das Laranjeiras, Inácio Acioli e um trecho da João de Deus também foram contempladas.

“Como realizamos a manutenção permanente deste território, percebemos pontos de melhorias, a exemplo do alargamento das calçadas das ruas Frei Vicente e J.Castro Rabelo, assim como reforma de trechos das calçadas ao longo da Rua Gregório de Matos por já estarem desgastados”, esclarece Maurício Mathias, referindo-se aos serviços que estão sendo concluídos nas três ruas.

A proposta é ampliar a Rota Acessível em todos os pontos do Centro Histórico, não só com o alargamento das calçadas (do lado direito das ruas), assim como a implantação de rampas e travessias em trechos específicos para facilitar ainda mais a mobilidade no território.

A presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF), Luiza Câmara, elogiou as ações nas ruas do Centro. “As adaptações são importantes porque nós também queremos aproveitar o que o Centro oferece e o chão de pedras, apesar de fazer parte do contexto histórico do lugar, não facilita em nada nossa locomoção. Agora os cadeirantes sobem as ladeiras e conseguem transitar nas rampas e nas calçadas largas. Todo mundo da associação que já passou por lá, gostou. A gente passou a colocar o Pelourinho como ponto de passeio, o que era muito complicado de acontecer antes da requalificação”.

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