As versões dadas pela polícia e pela família de um dos mortos durante uma ação do Pelotão Tático de Operações Especiais (Peto) na tarde desta sexta-feira (18/1), no bairro do Cabula, em Salvador, são muito divergentes.

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Segundo nota oficial da Secretaria de Segurança Pública (SSP), policiais da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves) saíram para fazer ronda no bairro de Tancredo Neves, após receber uma denúncia de moradores, afirmando que haviam dez homens armados na rua Valter Diniz. Ao chegar no local, a guarnição teria sido recebida a tiros pelo grupo.

Ainda de acordo com a SSP, durante o confronto, quatro homens foram atingidos. A polícia afirma que dois foram encontrados feridos, portando duas armas, próximo a uma estrada de barro na região. Os outros teriam sido encontrados em uma área de matagal. Com eles, de acordo com a polícia, havia 77 pedras de crack, 43 trouxas de maconha e 66 pinos de cocaína. Todos foram levados para o Hospital Geral Roberto Santos, mas não resistiram.

Já a família de um dos integrantes do grupo nega a versão da polícia. Em entrevista a repórter da TV Aratu, Lorena Dias, o pai do jovem diz que a ação aconteceu no mesmo local do relato, próximo à localidade conhecida como Vila Moisés, no bairro do Cabula. Ele conta que a polícia abordou os quatro jovens de forma truculenta e ainda disse que não houve tiroteio. Familiares afirmam, também, que os jovens já chegaram mortos ao hospital.

VILA MOISÉS

Há quase quatro anos, outra  ação da Polícia Militar, na Estrada das Barreiras, gerou grande polêmica. No dia 6 de fevereiro de 2015, doze jovens morreram em suposto confronto com a polícia. Na versão da PM, eles estavam envolvidos em uma operação para explodir um banco. Foram interceptados, reagiram e no confronto, acabaram mortos. A comunidade da Vila Moisés, no entanto, não aceita a versão oficial. O promotor Davi Gallo, representante do Ministério Público responsável pelo caso, pediu a prisão dos policiais por homicídio triplamente qualificado.

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