Mãe e pai já diziam: tem que estudar, ir bem na escola, para conseguir oportunidades no mercado de trabalho. E não é que, mais uma vez, eles estão certos?

De acordo com uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), quem está fora das universidades pode demorar até cinco vezes mais tempo para conseguir uma oportunidade de trabalho, se comparado aos estudantes que concluíram o ensino superior.

Para auxiliar nessa busca, o projeto “Primeiro Emprego”, do programa “Educar para Transformar”, oferece vagas para jovens egressos da educação profissional, com bom desempenho escolar, em órgãos do Governo do Estado, empresas privadas e ONGs. A ação é intermediada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Desde 2016, mais de 130 municípios aderiram ao “Primeiro Emprego” e já criaram mais de 4500 vagas para jovens egressos da rede estadual.

Natália Figueredo, beneficiária do programa, afirma que se sente grata pela chance que o projeto te ofereceu. “Nós, que somos da periferia, não temos muita facilidade em apresentar experiência e o Educar ajuda muito nesse sentido, porque eu saio daqui com dois anos [de registro] na Carteira de Trabalho, abre a mente, aumentam as responsabilidades. Eu aprendo como uma empresa funciona, a lidar com os colegas, ética e profissionalismo”, comenta.

Para Grasiele Campo, que também faz parte do projeto, essa é uma ação que reflete não só no mercado de trabalho, como também nas salas de aula. “Os estudantes que estão vendo agora o quanto as chances aumentam quando eles mantém um bom rendimento escolar acabam se dedicando mais, para que possam, um dia, terem as oportunidades que nós estamos tendo. É um grande projeto porque somado a tudo isso, a gente ainda consegue ajudar dentro de casa”.

Foto: TV Aratu

OPORTUNIDADES 

A coordenadora do programa “Primeiro Emprego”, Marta Mascarenhas, confirma que a iniciativa visa a questão da não oportunidade e difere dos cursos técnicos também oferecidos pelo Governo. Nosso diferencial é a experiência na carteira. O curso técnico dá o diploma para o estudante e isso, muitas vezes, não é o suficiente. Enquanto estão conosco, os beneficiários fazem curso à distância e, concluído os dois anos, saem com um atestado de 300 horas de capacitação.

Ainda segundo Marta, a dinâmica de seleção segue rigorosamente uma lista disponibilizada pela Secretaria de Educação onde todos os cursos apresentam, hierarquicamente, os estudantes mais bem avaliados. Não adianta indicar, nós chamamos os egressos da educação profissional da rede estadual que tenham tido um bom desempenho e passado por um estágio. É aí que entra a Casa Civil, responsável pela convocação deles, explica.

Das 4724 pessoas que já passaram pelo programa, 4326 ainda estão trabalhando, de dezembro de 2016 a janeiro de 2019. E os 398 que saíram não nos deixam tristes, nós ficamos felizes porque ou passaram em alguma universidade, ou arranjaram outra oportunidade de emprego. E sempre que saem nós sabemos que eles estão preparados para o mercado, porque nós acompanhamos e avaliamos as participações no programa”.

Os participantes recebem um salário mínimo, auxílios transporte e alimentação e podem usufruir do plano de saúde do Governo, o Planserv. Ao final, os jovens entregam um grande relatório à Secretaria de Educação com proposições de melhorias do programa, para que os próximos beneficiários possam aproveitar mais ainda o projeto.

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