Os 117 fuzis achados na casa de Alexandre Mota, suspeito de ser “laranja” de Ronnie Lessa, apontado como executor de Marielle Franco e Anderson Gomes, podem ter a mesma origem de uma das armas apreendidas em uma megaoperação no Aeroporto do Galeão, em 2017.

Na ocasião, a polícia descobriu 60 fuzis escondidos em aquecedores de piscina. O armamento teria sido enviado dos Estados Unidos ao Brasil pelo traficante Frederik Barbieiri, conhecido como “Senhor das Armas”, e preso em 2018.

Agora, uma perícia realizada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) aponta que há semelhanças entre um dos modelos contrabandeados pelo “Senhor das Armas” e os fuzis apreendidos na casa em que Alexandre, um dos presos, morava no Méier.

“Um dos sessenta fuzis apreendidos no Galeão é parecido com os encontrados na casa de Alexandre, ligado ao Lessa. Isso que dizer que podem ter a mesma origem, Estamos investigando uma possível ligação entre as armas”, afirma o delegado Marcus Amim, titular da especializada.

Os detalhes técnicos que chamaram a atenção dos investigadores estão no modelo e na forma com que os fuzis foram falsificados.

“O que há de igual entre estas armas é a plataforma M-16, que ostenta de maneira indevida a marca HK. Vale ressaltar que detectamos, também, que o material apreendido na casa do amigo de Lessa é bem acabado, de uma matéria-prima boa, um aço muito bom. Apesar de não terem sido confeccionadas por nenhum grande fabricante, as peças são de boa qualidade”, finalizou.

Quando os fuzis de Barbieri foram apreendidos no Brasil, a polícia rastreou a origem das armas e chegou, através do número de série delas, até uma loja em Fort Pierce, na Flórida (EUA). No estabelecimento, tiveram acesso a câmeras de segurança e flagraram Barbieri fazendo compras.

Os investigadores descobriram também que o “Senhor das Armas”, que cresceu numa favela no Irajá, vivia uma vida de luxo nos Estados Unidos. Ele foi preso em fevereiro do ano passado e, em julho, condenado pela Justiça americana a 12 anos e oito meses de prisão por tráfico internacional de armas.


Barbieri atuou, entre maio de 2013 e fevereiro de 2018, na compra de armas com numeração raspada e tráfico de armas e acessórios dos Estados Unidos para o Brasil.

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