O número de mortos nos atentados no Sri Lanka subiu para 290, e cerca de 500 pessoas estão feridas, disse a polícia nesta segunda-feira (22/4). O porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera, se recusou a dar uma lista das vítimas dos atentados que ocorreram em três igrejas e quatro hotéis, neste último domingo (21/4).

Uma fonte do governo disse à agência Reuters que o presidente Maithripala Sirisena, que estava no exterior quando os ataques aconteceram, convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para esta segunda.

Os atentados foram registrados na capital, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília). Autoridades contabilizaram oito explosões. Três igrejas foram alvos dos ataques, que aconteceram durante as missas de Páscoa. Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo, também foram atingidos. Houve ainda uma explosão num complexo de casas.

Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento, mas pelo menos 24 pessoas já foram detidas. Autoridades dizem que maioria das explosões foram ataques suicidas. As autoridades do Sri Lanka temem por trás dos ataques estejam militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio.

Ainda no domingo, a Força Aérea do país disse ter encontrado mais um explosivo caseiro (que foi removido) em uma área próxima ao principal aeroporto de Colombo. Outras duas explosões foram registradas durante buscas da polícia por suspeitos: uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, resultando na morte de três policiais.

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