Informações publicadas na manhã, desta quinta-feira, (13/12) na Folha de São Paulo revelam que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) receberá, em seu primeiro ano de mandato, cinco negociações de acordos de livre comércio em andamento. Duas delas, com Coreia do Sul e Singapura, serão praticamente iniciadas em seu governo.

As outras três, em estágio mais avançado, são com Canadá, Efta (bloco de Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein) e União Europeia que tem uma rodada em andamento nesta semana. Não há clareza sobre como a dissolução do Ministério da Indústria e uma possível guinada no de Relações Exteriores poderão afetar as tratativas, segundo um servidor envolvido nas negociações.

A dúvida é se o Itamaraty seguirá com a liderança das equipes que participam das rodadas e qual seria o efeito de uma possível alteração. Precisamos abrir o mercado, mas enquanto não resolvermos o que queremos ser no Mercosul, vamos continuar com obstáculos, afirma José Augusto de Castro, presidente AEB (associação de comércio exterior).

Ainda assim, a expectativa dos negociadores é que pelo menos um acordo, o do Canadá, seja encerrado no primeiro ano de Bolsonaro no Planalto. A maior abertura do mercado canadense pode ampliar a exportação de 336 produtos, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Em algumas pautas, como carne, a tarifa média por lá hoje é de 70%. É a 10ª maior economia do mundo e o 10º maior importador, diz Fabrizio Panzini, gerente de negociações internacionais da entidade.

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