Desde outubro de 2013, a enfermeira obstetra Marinúbia Gomes Barbosa, de 49 anos, espera o dia em que irá presenciar que a “Justiça seja feita” em relação ao acidente que provocou a morte dos seus dois filhos, Emanuel e Emanuelle Gomes.

A tragédia que resultou na morte dos irmãos ganhou mais um desdobramento na tarde desta quinta-feira (16/8). Por dois votos a um, a 2ª Turma da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aceitou o recurso do Ministério Público estadual e anulou o júri popular que absolveu a principal suspeita de ter provocado o acidente, a médica oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira.

Apesar da vitória da acusação, a mãe das duas vítimas ressalta que não consegue comemorar a decisão. “Eu estava trabalhando pela manhã e fiquei sabendo da anulação agora a tarde e não vejo alegria em comemorar. O meu sentimento é de esperança que a justiça dos homens seja feita”.

Logo após a sentença que absolveu Kátia Vargas, em dezembro de 2017, Marinúbia se refugiou na casa de amigos no exterior para se recuperar emocionalmente e se distanciar do sentimento de impunidade e revolta do veredito do júri popular.

Agora, com a possibilidade de um novo julgamento, tudo que Marinúbia deseja é que Kátia Vargas seja responsabilizada pelo crime que cometeu.

“Ela [Kátia] precisa pagar pelo seu erro, porque o que aconteceu aquele dia foi muito grave e gerou muito sofrimento para ambas as famílias.  Não desejo nada de mal para ela, não posso me transformar naquilo que me feriu, só peço a Deus que isso tudo termine logo”, afirma.

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