A morte do economista Márcio Perez Santana, de 41 anos, repercutiu na imprensa internacional, sobretudo na espanhola. O homem foi baleado durante uma ação da Polícia Militar no bairro do Costa Azul, em Salvador, na noite de quarta-feria (19/9). Nesta sexta, a agência de notícias Europa Press preparou uma reportagem sobre o caso.

Segundo a publicação, distribuída para vários sites da Europa, o prefeito de Ponte Caldelas (Pontevedra) – onde os pais de Márcio nasceram -, Andrés Díaz Sobral, está cobrando explicações da polícia brasileira. O gestor, inclusive, chamou as primeiras declarações da PM de “contraditórias”. Foi decretado ainda luto de dois dias no local.

Uma das publicações da imprensa europeia cobra investigação do caso

Horas depois da ação, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, prometeu celeridade nas investigações, realizadas pela Corregedoria da PM com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Também na quinta-feira, o Cônsul Geral da Espanha, Gonzalo Fournier, esclareceu, por meio de nota, que está acompanhando de perto o caso. “Saber o que aconteceu é a nossa prioridade. Confiamos plenamente na capacidade da Polícia Civil e da Polícia Militar para averiguar a verdade porque já estão colaborando muito conosco”, disse.

O corpo do economista foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Salvador e velado ainda na capital baiana, mas só deve ser enterrado na Espanha, para onde ele estava planejando se mudar antes de ser morto.

CASO

Márcio foi atingido por pelo menos dois tiros, durante a noite, e capotou o veículo que dirigia, onde também estava sua namorada, que não se feriu.

Uma testemunha que, por enquanto, não quer se identificar, diz que os agentes foram realizar uma abordagem, sem o giroflex ligado. Neste momento, a vítima deu partida no carro, sem ter notado que se tratavam de policiais. Se iniciou então, a perseguição, com tiros, e Márcio capotou o carro na altura do bairro Costa Azul, em um canteiro.

O tiro foi disparado pela traseira do veículo onde o economista estava. Foto: Alana Rocha/TV Aratu

A situação envolveu uma guarnição da 58ª Companhia Independente, localizada em Cosme de Farias, bairro distante cerca de nove quilômetros da região.

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